Razón de Ser
Le pregunto a mí ser donde quiso ir hoy
Porque no le entendí, porque se me escapó
Y me resulta cruel que ande sin mi razón
De repente se fue y ya no lo vi más
Y a las horas volvió por la tregua y la paz
Y no sé cómo hacer pa' corregirle el compás
Se me planta de rodillas como quien desesperado
Trata de pedir limosna de sí mismo para ver
Si me llega lo posible, si prometo lo soñado
Jurando que mano a mano no se puede enloquecer
Pareció comprender que no hablaba de más
Que sentía inquietud, que podía intentar
Y hoy extraña mi ser, que se volvió a escapar
Ya ni bronca me da, no lo puedo seguir
De una flor al cajón, él prefiere vivir
Perdiendo la razón es como quiere ir
Se me planta de rodillas como quien desesperado
Trata de pedir limosna de sí mismo para ver
Si me llega lo posible, si prometo lo soñado
Jurando que mano a mano no se puede enloquecer
Y hoy, como andás, tengo ganas de mí
Pero me enoja reflexionar
Fácil no debe ser aguantar la verdad
Ni cuando es para bien menos cuando está mal
Le pregunto a mí ser cuando va a reventar
Ya no tengo que hablar ni tampoco fingir
Lo que no me pasó no lo voy a sufrir
Y mi ser encalló donde vive mi fin
Se me planta de rodillas como quien desesperado
Trata de pedir limosna de sí mismo para ver
Si me llega lo posible, si prometo lo soñado
Jurando que mano a mano no se puede enloquecer
Y hoy, como andás, tengo ganas de mí
Pero me enoja reflexionar
Razão de Ser
Pergunto ao meu ser onde quis ir hoje,
porque não entendi, porque escapuliu,
e me parece cruel que ande sem minha razão.
De repente se foi e já não vi mais,
e horas depois voltou pela trégua e a paz,
e não sei como fazer pra corrigir seu compasso.
Ele se ajoelha como quem está desesperado,
tenta pedir esmola de si mesmo pra ver.
Se me chega o que é possível, se prometo o sonhado,
jurando que mão a mão não dá pra enlouquecer.
Pareceu entender que não falava demais,
que sentia inquietude, que podia tentar,
e hoje sente falta de mim, que escapuliu de novo.
Já nem fico bravo, não consigo seguir,
de uma flor ao caixão ele prefere viver,
perdendo a razão é como quer ir.
Ele se ajoelha como quem está desesperado,
tenta pedir esmola de si mesmo pra ver.
Se me chega o que é possível, se prometo o sonhado,
jurando que mão a mão não dá pra enlouquecer.
E hoje como você tá, tô com vontade de mim,
mas me irrita refletir.
Não deve ser fácil aguentar a verdade,
nem quando é pro bem, menos ainda quando é mal,
pregunto ao meu ser quando vai explodir.
Já não tenho que falar nem também fingir,
o que não me aconteceu não vou sofrer,
e meu ser encalhou onde vive meu fim.
Ele se ajoelha como quem está desesperado,
tenta pedir esmola de si mesmo pra ver.
Se me chega o que é possível, se prometo o sonhado,
jurando que mão a mão não dá pra enlouquecer.
E hoje como você tá, tô com vontade de mim,
mas me irrita refletir.