Jamais Jamais
Là, j'ai traîne pour rien
Dans des rues sans visages
Des rues sans visages
Là, j'ai cherché tes mains
Dans tous les passages
Tous les passages
Ce soir j'ai quité
Ceux qui m'ont fait sourire
J'aurai tout donné
Pour un seul soupir
Mais on peut tout croire
On peut tout oublier
Un jour l'histoire
Vient nous rattraper
Jamais, jamais, jamais
On va se retrouver
Dans l'miroir du passé
L'amour est dépassé
Jamais, jamais, jamais
On retrouvera la clé
Et dans nos souvenirs
L'amour reste fermé
Là, j'ai marché sans fin
Jusqu'aux heures imbéciles
Jusqu'aux heures imbéciles
Là même où le matin
Ne trouve plus de guide
Ne trouve plus de guide
J'ai croisé les ombres
Passées de nos deux corps
Quand l'amour succombe
La vie souffle encore
On croit tout savoir
On pense tout effacer
Y a des regards
Qui viennent nous bousculer
Jamais, jamais...
De regards futiles
En rêves abandonnés
Trop souvent on perd le fil
Que l'amour nous a tissé
Même le ciel s'égare
Puisque nos mains sont perdues
Je partirai au hasard
Où nul n'est revenu
Jamais Jamais
Lá, eu fiquei à toa
Em ruas sem rostos
Ruas sem rostos
Lá, eu procurei suas mãos
Em todos os becos
Todos os becos
Essa noite eu deixei
Aqueles que me fizeram sorrir
Eu teria dado tudo
Por um único suspiro
Mas a gente pode acreditar em tudo
A gente pode esquecer tudo
Um dia a história
Vem nos alcançar
Jamais, jamais, jamais
A gente vai se encontrar
No espelho do passado
O amor já foi
Jamais, jamais, jamais
A gente vai achar a chave
E nas nossas memórias
O amor continua trancado
Lá, eu caminhei sem fim
Até as horas idiotas
Até as horas idiotas
Lá mesmo onde a manhã
Não encontra mais um guia
Não encontra mais um guia
Eu cruzei com as sombras
Passadas dos nossos corpos
Quando o amor sucumbe
A vida ainda respira
A gente acha que sabe tudo
A gente pensa que apaga tudo
Tem olhares
Que vêm nos balançar
Jamais, jamais...
De olhares fúteis
Em sonhos abandonados
Com muita frequência a gente perde o fio
Que o amor nos teceu
Até o céu se perde
Já que nossas mãos estão perdidas
Eu partirei ao acaso
Para onde ninguém voltou