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Ladra Homicida

Laerte e Samuel

Letra

    LADRA HOMICIDA
    Compositor: Laerte da Cunha


    A história que eu vou contar no momento
    Não existe em testamento, no dia a dia da vida;
    Nasce uma flor cultivada com ternura,
    Mas espinhos da amargura deixam corações feridos.

    Às vezes que uma velha eu visitava,
    E chorando a encontrava, num lamento tão profundo,
    Dizia assim: - Minha filha está na rua,
    Mal vestida e quase nua, junto com os vagabundos.

    Tristeza eu sentia assim comigo
    Vendo o grande sofrimento daquela pobre mãezinha;
    Morando mal, num pequeno barraquinho,
    Sem amor e sem carinho, esperando quem não vinha.


    História como essa acontece,
    Todo dia aparece nos jornais bem publicada;
    A pobre flor-menininha transformou-se
    Numa ladra homicida, hoje vive bem trancada.


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