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Vozes 6 (mãe)

Laguerrasocial

Voces 6 (madre)

Si me ven de negro y soy muy radical
Y si quemo, y rompo, y hago un despadre
¿Cuál es su pinche problema?
A mí me mataron a mi hija

Yo no soy una colectiva, ni necesito
Un tambor, ni un pinche partido político
Yo me represento sola y sin micrófono
Soy una madre a la que le mataron a su hija

Estoy que me caga la chingada
Tengo derecho a quemar y a romper
No le voy a pedir permiso a nadie
Porque yo estoy rompiendo por mi hija

La que quiera romper, que rompa
Y la que quiera quemar, que queme
Y la que no, que no nos estorbe
Porque antes de mi hija asesinaron a muchas

Han asesinado a un chingo, ¿y cómo estábamos?
Bien a gusto en nuestras casas, llorando
Bordando, pero ya no, señores, se les acabó
Ya rompimos el silencio definitivamente

No permitiremos que hagan un maldito circo
Un circo de nuestro propio dolor
Si van a hablar, hablen de todas
De las que violan y de las que acosan

Acosan maestros y servidores públicos
Hablen de a las que les avientan ácido
Hablen de niñas violadas en sus cunas
Por padres y familias que se quedan callados

Se callan porque su religión no se los permite
Soy madre de María de Jesús Jaime Zamudio
Y desde aquí hoy exijo justicia
Exijo justicia por ella y por todas

Vozes 6 (mãe)

Se me virem de preto e sou bem radical
E se eu queimar, e quebrar, e fazer uma bagunça
Qual é o seu problema, seu filho da puta?
Me mataram minha filha

Eu não sou uma coletividade, nem preciso
De um tambor, nem de um partido político
Eu me represento sozinha e sem microfone
Sou uma mãe a quem mataram sua filha

Estou que nem uma fera
Tenho o direito de queimar e quebrar
Não vou pedir permissão pra ninguém
Porque eu estou quebrando por minha filha

Quem quiser quebrar, que quebre
E quem quiser queimar, que queime
E quem não quiser, que não atrapalhe
Porque antes da minha filha, mataram muitas

Mataram um monte, e como estávamos?
Bem tranquilas em nossas casas, chorando
Bordando, mas não mais, senhores, acabou
Já quebramos o silêncio definitivamente

Não vamos permitir que façam um maldito circo
Um circo com nossa própria dor
Se vão falar, falem de todas
Das que são estupradas e das que são assediadas

Assediados por professores e servidores públicos
Falemos das que recebem ácido na cara
Falemos de meninas estupradas em seus berços
Por pais e famílias que ficam em silêncio

Eles se calam porque sua religião não permite
Sou mãe de Maria de Jesus Jaime Zamudio
E daqui eu exijo justiça
Exijo justiça por ela e por todas

Composição: 0Livera, Laguerrasocial