Pregoneros Del Viento
Tanta sed, tanto dar
Por la buena tierra
Madre fue y será
De la libertad
Pa’l viejo glotón
Arrope dulzón
Pa’l niño llorón
Arrope con pan
Llegan ya los que van
Siendo raza nuestra
A ganar aquel pan
Que es su realidad
Mantitas hay
Calientes mantitas hay
Vellón de luz y telar
Pa’ las noches abrigar, mírelas
Pueblo soy, siendo luz
Del tiempo que pasa
Con mi fe, yo sabré
Que es el despertar
Cacharritos cociditos
Yo les traigo, con grasita
Pa’ que preparen humitas
Con queso y sazonaditas
Con mis manos
Plata labré
Pa’l collar
Viento soy que al andar
Revive las llamas
Siempre voy sin saber
De la oscuridad
Desde los valles yo vengo
Con yuyitos pa’ curarles
Entre las yerbas que tengo
Hay gualichos pa’ los males
Pueblo soy por la paz
Canto que se siembra
Sueño fue y creció
En la soledad
(Quod libet progresivo con todos los pregones)
Humo es donde van
Quedando las penas
Canto yo al saber
Que no volverán
Wind Crier
Tão sedento, tanto para dar
Pela boa terra
Mãe era e será
De liberdade
Para o velho glutão
Arropez Dulzón
Para a criança chorando
Roupas com pão
Quem vai está aqui
Sendo nossa raça
Para ganhar esse pão
Qual é a sua realidade
Mantitas lá
Cobertores quentes lá
Velo de luz e tear
Para as noites se abrigar, olhe para elas
Vila eu sou, sendo leve
Do tempo que passa
Com minha fé, eu saberei
Qual é o despertar
Cacharritos cozidos
Eu te trago, com gordura
Para preparar humitas
Com queijo e temperos
Com minhas mãos
Trabalho de prata
Para o colar
Vento, eu estou andando
Reviva as chamas
Eu sempre vou sem saber
Do escuro
Dos vales eu venho
Com yuyitos para curá-los
Entre as ervas que eu tenho
Existem gualichos para os males
Pessoas que eu sou pela paz
Canção que é semeada
O sonho foi e cresceu
Na solidão
(Quod libet progressivo com todas as proclamações)
Fumaça é onde eles vão
Restantes penalidades
Eu canto para saber
Isso não vai voltar