Cárcel
Un cenicero lleno compensa lo suyo
Que trae a fondo un par de pistas de Il Tano, de Pedro haciendo su barullo
El murmullo de mi sabio quiere paz pero no tengo paz
Si sigo viendo cómo me vigilan de mangrullo
¿No hay desierto, compa, o hay de cierto?
Me quiero ir a la bosta pero no puedo aunque el candado sí que está abierto
Pero sé que es temporada al fin de cuentas, esta es mi cancha
Wacha, me voy a coronar dejando mi mancha
Así de corta que no quepa duda alguna de esto
Pateo piola sin buscarme un puesto, ni pegar con el resto
Tengo todo en este plan, un plan de dominar mi mente
Hasta que no falte mi pan ni un plato para cenar
Me ve rezando al Sol y a la Luna
Pidiéndole que a mi perro no le falte fortuna alguna
Pidiéndole que mi familia tenga todo lo que se merece
Porque se merece estar en donde quiere estar a estas alturas, capten eso
Casi que se ve el progreso sin tener aval de un nombre, compa, y sin tener un peso
Hasta los huesos me piden descanso, no de porfiado pero si no me lanzo por estos lados sigo preso
Y no me traten de mi rey que mi fla es otro, yo de acá toco
Ya estoy en punga y las intenciones las noto, no es que me haga el otro
Pero ya no me interesa actuar, es un ritual la conveniencia de chucu y lleno de crotos
Así que, wacho, stay pillo, siempre el mismo plan, bro omiso
Compas traen este flow gris, esto es un caos, no un beef
Es que hay bichos en el membrillo y buchones en el gatillo
Wacho, stay pillo que mi equipo no te trae brillo, lo expliqué en mi último sencillo
A esta altura me saqué de quicio
Desde entonces la escritura es mi café, se volvió un vicio
Mucho flow traen y lo escupen cuando el Sol cae, yo me ocupo de mi bro pavo
Estos cousins ya no me atraen, siempre en punga por si uno se cae
Yo y mi rap, esas pelotudeces ni me caben
Acá no se lavan las manos ni porque les pagues
Hay calidad que no les sale, estilo estricto y tranca para que flashes
Las voces de mis camaradas en los temas de la mañana
Y volver a empezar una nueva jornada en este azar, igual que otras etapas
Uno por si las moscas o las malas y yo ya con la mente anestesiada
Letras con diferentes funciones y dramas
Estos wachos callan desde hace mucho tiempo, qué mierda será lo que traman
Seguro nada que sea por treinta segundos de fama
Hora de marcar el punto en el mapa
Y allá se quedaron esperando a ver cuándo pasan cabida
Si sigo así me quedo en Pampa y las vías
Acá el piso lleno de trampas y se salvan los que menos descansan
Pero hay que sacar el culo de casa
Mirada guardada como evidencia de crímenes que surgen de la nada y es en el lugar que siguen
Anécdotas contadas y otras que solos se escriben
Y yo le sigo apostando a esto para ver lo que pasa
Cárcere
Um cinzeiro cheio compensa o que é seu
Que traz a fundo um par de pistas do Il Tano, do Pedro fazendo sua bagunça
O murmúrio do meu sábio quer paz, mas não tenho paz
Se continuo vendo como me vigiam de longe
Não tem deserto, parceiro, ou é de verdade?
Quero ir pra bosta, mas não consigo, embora a chave esteja aberta
Mas sei que é temporada, no fim das contas, esse é meu campo
Wacha, vou me consagrar deixando minha marca
Assim de curta que não caiba dúvida alguma disso
Chuto de boa sem buscar um lugar, nem colar com o resto
Tenho tudo nesse plano, um plano de dominar minha mente
Até que não falte meu pão nem um prato pra jantar
Me vê rezando pro Sol e pra Lua
Pedindo que meu cachorro não fique sem sorte nenhuma
Pedindo que minha família tenha tudo que merece
Porque merece estar onde quer estar a essa altura, captem isso
Quase dá pra ver o progresso sem ter aval de um nome, parceiro, e sem ter um centavo
Até os ossos pedem descanso, não por teimoso, mas se não me jogo por aqui, sigo preso
E não me chamem de rei, que meu estilo é outro, eu daqui toco
Já tô em punga e as intenções eu noto, não é que eu faça de conta
Mas já não me interessa atuar, é um ritual a conveniência de chuchu e cheio de vagabundos
Então, wacho, fique esperto, sempre o mesmo plano, bro omisso
Compas trazem esse flow cinza, isso é um caos, não um beef
É que tem bicho no membrilho e buchões no gatilho
Wacho, fique esperto que meu time não te traz brilho, expliquei isso no meu último single
A essa altura já perdi a paciência
Desde então, a escrita é meu café, virou um vício
Muito flow trazem e cuspem quando o Sol cai, eu cuido do meu bro pavo
Esses cousins já não me atraem, sempre em punga por se um cair
Eu e meu rap, essas bobagens nem me cabem
Aqui não se lavam as mãos nem porque paguem
Tem qualidade que não sai, estilo rigoroso e tranquilo pra você brilhar
As vozes dos meus camaradas nos temas da manhã
E recomeçar uma nova jornada nesse acaso, igual a outras etapas
Um por precaução ou pelas más, e eu já com a mente anestesiada
Letras com diferentes funções e dramas
Esses wachos estão calados há muito tempo, que merda será que estão tramando
Certeza que nada que valha trinta segundos de fama
Hora de marcar o ponto no mapa
E lá ficaram esperando pra ver quando vão ter espaço
Se eu continuar assim, fico na Pampa e nas vias
Aqui o chão cheio de armadilhas e se salvam os que menos descansam
Mas tem que tirar o traseiro de casa
Olhar guardado como evidência de crimes que surgem do nada e é no lugar que continuam
Anedotas contadas e outras que se escrevem sozinhas
E eu sigo apostando nisso pra ver o que acontece