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Nada Me Importa

Laura Vent

Nada Me Importa

Otra noche más, el frío entre los dos
Te busco en la cama, pero solo estás tú

Cuando enfermo estás, el mundo se detiene
Pero si soy yo, ni te importa, ni te duele

Siempre fui yo la que quiso arreglar
La que luchó por no vernos quebrar

Pero el eco de mi voz en la oscuridad
Me dice que ya, no hay nada que salvar

Y poco a poco me vuelvo ceniza
Mi reflejo ya no brilla en tu risa

Dame un motivo, dime una razón
Porque este amor se siente prisión

Me estoy perdiendo en esta rutina
Donde mi alma ya no respira

Y nada me importa, nada me importa ya

No hay palabras dulces, ni un te ves bien
Solo buscas lo que te haga sentir bien

Si lloro en silencio, ni cuenta te das
Pero si te duele, lo debo arreglar

Siempre fui yo la que quiso sanar
La que creyó que aún quedaba algo más

Pero el eco de mi voz en la oscuridad
Me grita que ya, es hora de soltar

Y poco a poco me vuelvo ceniza
Mi reflejo ya no brilla en tu risa

Dame un motivo, dime una razón
Porque este amor se siente prisión

Me estoy perdiendo en esta rutina
Donde mi alma ya no respira

Y nada me importa, nada me importa ya

Antes dolía, ahora es un hueco
Ya no me quema, solo es desierto

Y si un día preguntas por qué me fui
Solo responde con lo que nunca me diste a mí

Se acabó todo

Porque poco a poco me hice ceniza
Y mi reflejo se ahogó en tu risa

No hubo motivos, no hubo razón
Solo me fui, sin pedir perdón

Me perdí en esta rutina
Y mi alma ya no respira

Nada me importa, nada me importa ya

Nada Me Importa

Mais uma noite, o frio entre nós
Te procuro na cama, mas só tem você

Quando você fica doente, o mundo para
Mas se sou eu, nem te importa, nem te dói

Sempre fui eu quem quis consertar
A que lutou pra não nos vermos quebrar

Mas o eco da minha voz na escuridão
Me diz que já não há nada pra salvar

E pouco a pouco me torno cinzas
Meu reflexo já não brilha no seu sorriso

Me dá um motivo, me diz uma razão
Porque esse amor se sente como prisão

Estou me perdendo nessa rotina
Onde minha alma já não respira

E nada me importa, nada me importa mais

Não há palavras doces, nem um "você tá bem"
Só busca o que te faça sentir bem

Se eu choro em silêncio, você nem percebe
Mas se te dói, eu que tenho que consertar

Sempre fui eu quem quis curar
A que acreditou que ainda havia algo mais

Mas o eco da minha voz na escuridão
Grita que já é hora de soltar

E pouco a pouco me torno cinzas
Meu reflexo já não brilha no seu sorriso

Me dá um motivo, me diz uma razão
Porque esse amor se sente como prisão

Estou me perdendo nessa rotina
Onde minha alma já não respira

E nada me importa, nada me importa mais

Antes doía, agora é um buraco
Já não me queima, só é deserto

E se um dia você perguntar por que eu fui
Só responde com o que nunca me deu

Acabou tudo

Porque pouco a pouco me fiz cinzas
E meu reflexo se afogou no seu sorriso

Não houve motivos, não houve razão
Só fui embora, sem pedir perdão

Me perdi nessa rotina
E minha alma já não respira

Nada me importa, nada me importa mais

Composição: Laura de La Cruz Ventura