Question De Peau
Ils m'ont arrêté une nuit
ou le froid jouait du rasoir
Rue de Flandres, loin du pays
Entre le crack et le poignard
Question de peau-question de veine et de couleur
Je me suis planqué comme un rennard
Train d'atterisage d'un avion
Dans le container d'un baqnaud
dans la chambre à air d'un camion
Question de peau-question de veine et de couleur
Arriver, au fond des corridors
Travailler au noir jusqu'à la mort
Clandestins, traqués par la police
Silencieux au bord du précipice
C'est à fleur de peau qu'on explique la forêt sanglante et l'horreur
Si Charles taylor c'est l'Afrique, vaut mieux annoncer la couleur
Question de peau-question de veine et de malheur
Musique et musiciens d'Afrique-faut voir l'immigration des blancs
On peut crever, c'est très ethnique, avec l'extrême onction des grands
Question de peau-question de veine et de couleur
Question de trop-question de chance-marge d'erreur
Arriver, au fond des corridors
Travailler au noir jusqu'à la mort
Clandestins, traqués par la police
Silencieux au bord du précipice
Questão de Pele
Eles me pararam uma noite
onde o frio cortava como lâmina
Rua de Flandres, longe do meu lar
Entre o crack e a faca
Questão de pele - questão de sorte e de cor
Me escondi como um raposo
Pouso de um avião
Dentro de um contêiner de um barco
na câmara de ar de um caminhão
Questão de pele - questão de sorte e de cor
Chegar, no fundo dos corredores
Trabalhar na clandestinidade até a morte
Clandestinos, caçados pela polícia
Silenciosos à beira do abismo
É na pele que se explica a floresta sangrenta e o horror
Se Charles Taylor é a África, é melhor deixar claro
Questão de pele - questão de sorte e de desgraça
Música e músicos da África - é preciso ver a imigração dos brancos
Podemos morrer, é bem étnico, com a extrema unção dos grandes
Questão de pele - questão de sorte e de cor
Questão de demais - questão de sorte - margem de erro
Chegar, no fundo dos corredores
Trabalhar na clandestinidade até a morte
Clandestinos, caçados pela polícia
Silenciosos à beira do abismo