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Questão de Pele

Bernard Lavilliers

Question De Peau

Ils m'ont arrêté une nuit
ou le froid jouait du rasoir
Rue de Flandres, loin du pays
Entre le crack et le poignard

Question de peau-question de veine et de couleur

Je me suis planqué comme un rennard
Train d'atterisage d'un avion
Dans le container d'un baqnaud
dans la chambre à air d'un camion

Question de peau-question de veine et de couleur

Arriver, au fond des corridors
Travailler au noir jusqu'à la mort
Clandestins, traqués par la police
Silencieux au bord du précipice

C'est à fleur de peau qu'on explique la forêt sanglante et l'horreur

Si Charles taylor c'est l'Afrique, vaut mieux annoncer la couleur

Question de peau-question de veine et de malheur

Musique et musiciens d'Afrique-faut voir l'immigration des blancs
On peut crever, c'est très ethnique, avec l'extrême onction des grands

Question de peau-question de veine et de couleur
Question de trop-question de chance-marge d'erreur

Arriver, au fond des corridors
Travailler au noir jusqu'à la mort
Clandestins, traqués par la police
Silencieux au bord du précipice

Questão de Pele

Eles me pararam uma noite
onde o frio cortava como lâmina
Rua de Flandres, longe do meu lar
Entre o crack e a faca

Questão de pele - questão de sorte e de cor

Me escondi como um raposo
Pouso de um avião
Dentro de um contêiner de um barco
na câmara de ar de um caminhão

Questão de pele - questão de sorte e de cor

Chegar, no fundo dos corredores
Trabalhar na clandestinidade até a morte
Clandestinos, caçados pela polícia
Silenciosos à beira do abismo

É na pele que se explica a floresta sangrenta e o horror

Se Charles Taylor é a África, é melhor deixar claro

Questão de pele - questão de sorte e de desgraça

Música e músicos da África - é preciso ver a imigração dos brancos
Podemos morrer, é bem étnico, com a extrema unção dos grandes

Questão de pele - questão de sorte e de cor
Questão de demais - questão de sorte - margem de erro

Chegar, no fundo dos corredores
Trabalhar na clandestinidade até a morte
Clandestinos, caçados pela polícia
Silenciosos à beira do abismo

Composição: Bernard Lavilliers