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O Gringo

Bernard Lavilliers

O gringo

C'était à Rio de Janeiro
Une ampoule jaune, pendait au plafond
Elle me demandait avec son regard étrange
Tu pars? Tu pars demain?
Elle a fait glisser sa bague, autour de ses doigts et posé ses deux mains
Tout près de mon cœur et demandé des nouvelles
D'ailleurs, du monde entier

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

Elle faisait Copacabana
Les vieux allemands tristeset les marins saouls
Elle venait du nord et croyait que la misère ici, c'était moins dur
Pendant que les grands s'affrontent, a coup de calibres, de whiskys glacés
Dans les grands salons de leblon et d'Ipanema
Petit, tu peux crever

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

J'ai laissé tous mes cruzeiros, au coin de son lit et je me suis cassé
Seul, dans les chemins qui descendent vers la mer le fric, les hauts placés
Tu ne sauras pas criola que cette chanson, je l'ai composée
Au petit matin, en descente de maconha
Pour toi, du monde entier

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

O Gringo

Era no Rio de Janeiro
Uma lâmpada amarela, pendurada no teto
Ela me perguntava com seu olhar estranho
Você vai? Você vai amanhã?
Ela deslizou seu anel, pelos dedos e colocou as duas mãos
Bem perto do meu coração e pediu notícias
Aliás, do mundo todo

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

Ela estava em Copacabana
Os velhos alemães tristes e os marinheiros bêbados
Ela vinha do norte e achava que a miséria aqui era mais leve
Enquanto os grandes se enfrentam, a tiros, com whiskys gelados
Nos grandes salões de Leblon e Ipanema
Pequeno, você pode se ferrar

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

Deixei todos os meus cruzeiros, no canto da cama dela e fui embora
Sozinho, nos caminhos que descem para o mar, a grana, os poderosos
Você não vai saber, criola, que essa canção eu compus
De manhã cedo, descendo do baseado
Para você, do mundo todo

Sou o gringo que não fala brasileiro
Ele é o gringo que não fala brasileiro
Meu teto é o céu, meu leito é o mar

Composição: Bernard Lavilliers