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De Um Ontem para Um Amanhã

Lázaro Caballero

Desde Un Ayer a Un Mañana

Se van cortando los tientos, desde un ayer a un mañana
En, mi pecho, se desgranan estos versos que nacieron
Monte adentro de recuerdos florecido' en mi nostalgia

Por más que han pasa'o los años, yo evoco en la lejanía
El lugar donde vivía, aquella mi linda casita
Donde, junto a mi guitarra, pasaba las tardecitas

Guitarra que alguna vez compartió mis soledades
Te llevo en inmensidad dentro del pecho metida
Sos un milagro en mi vida, compañera y mil verdades

Al Padre eterno, agradezco por todo lo antes vivido
Aunque mi infancia se ha ido y quedan, en mi memoria
Recuerdos que son historia de un ayer que nunca olvido

Los sábados y domingos, cuando mi tata llegaba
Cansado de la jornada, pero con alegría inmensa
A compartir en su mesa el pan que nunca faltaba

Recuerdo que, cuando niño, al ritmo de Los Manseros
Iba amarrando mis sueños al palenque de la vida
Sin pensar que Dios un día me haría también guitarrero

La vida va de a caballo poniendo el alma en la armada
Tal vez, en esta pillada, hoy me acompaña la suerte
Aunque el toro de la muerte me gane en la atropellada

Sigo pialando recuerdos con el lazo del destino
Me otorga licencia al vino, embriagador de nostalgias
Con grillos en la garganta y el corazón encendido

De Um Ontem para Um Amanhã

Os laços do tempo vão se cruzando, de um ontem para um amanhã
E, no meu peito, desabam esses versos que nasceram
No interior de lembranças que florescem na minha nostalgia

Por mais que os anos tenham passado, eu busco na distância
O lugar onde vivia, aquela minha linda casinha
Onde eu passava as tardes com meu violão

Violão que, algumas vezes, compartilhou as minhas solidões
Eu te levo na imensidão, guardado dentro do peito
Você é um milagre na minha vida, companheiro de mil verdades

Ao Pai eterno, agradeço por tudo o que vivi
Embora minha infância tenha ido embora e restem, na memória
Lembranças que são a história de um ontem que nunca esqueço

Aos sábados e domingos, quando meu pai chegava
Cansado da jornada, mas com uma alegria imensa
Para compartilhar à mesa o pão que nunca faltava

Lembro que, quando criança, ao ritmo de Los Manseros
Eu ia amarrando os meus sonhos no palanque da vida
Sem pensar que Deus, um dia, me faria também um violeiro

A vida segue a cavalo, colocando a alma no laço
Talvez, nesse embate de hoje, a sorte me acompanhe
Mesmo que o touro da morte me vença na investida final

Sigo laçando lembranças com a corda do destino
Peço licença ao vinho, que embriaga as nostalgias
Com a voz embargada e o coração em chamas

Composição: Jorge Mariano Gomez, Nico Quintana, Yair Riviz, Sebastián Barros