Por Tu Abandono Padezco
Que bello ha sido aquel tiempo, pero se ha vuelto muy triste
El día que vos te fuiste y, en soledad, me ha' dejado
Mi corazón apenado, que yo te busque, me exige
El Toba con el Robusto también te extrañan conmigo
Lo noto en sus ladridos que por las tardes se opacan
De apoco, también las catas fueron botando su nido
El puesto ya no es lo mismo sin tu silbido y palabra
Allá en el corral, te extrañan mirando para la casa
La obera y la negra pampa que de temprano ordeñabas
Es muy profunda la herida, por tu abandono, padezco
Los grillos, con su concierto, tal vez me alivien cantando
Vivir por siempre penando, yo sé que no lo merezco
Se va secando el follaje del árbol que fue florido
Los pájaros ya se han ido y he visto que hasta las tunas
Como extrañando la Luna, anoche no han florecido
Desde del monte, ya no cantan como los tiempos felices
Las chuñas y los crespines entre murmullos de siempre
Se escuchan notas dolientes, el canto de las perdices
No he de pedirte que vuelvas, aunque tu ausencia me mata
La' chicharras ya no cantan por olvido, por pereza
Y ha callado de tristeza el grillo de mi garganta
Es muy profunda la herida, por tu abandono, padezco
Los grillos, con su concierto, tal vez me alivien cantando
Vivir por siempre penando, yo sé que no lo merezco
Estou Sofrendo Pelo Seu Abandono
Como era bonito aquele tempo, mas tudo ficou tão triste
No dia em que você foi emobora e me deixou na solidão
Meu coração machucado exige que eu vá te procurar
O Toba e o Robusto também sentem sua falta comigo
Noto nos latidos deles, que ficam apagados durante as tardes
Aos poucos, até as maritacas foram deixando seus ninhos
O posto não é mais o mesmo sem o seu assobio e você falando
Lá no curral, sentem sua falta quando olham para a casa
A vaca malhada e a pretinha que você ordenhava cedo
É muito profunda a ferida, estou sofrendo pelo seu abandono
Os grilos, com o show deles, talvez me aliviem cantando
Eu sei que não mereço viver para sempre sofrendo assim
A folhagem vai secando na árvore que antes era florida
Os pássaros já foram embora e vi que até os cactos
Como se sentissem falta da Lua, não floresceram ontem à noite
Lá do mato, não cantam mais como nos tempos felizes
As siriemas e os crespins, entre os murmúrios de sempre
Soltam notas sofridas, como o canto das perdizes
Não vou te pedir para voltar, embora sua ausência acabe comigo
As cigarras não cantam mais, por esquecimento ou preguiça
E o grilo da minha garganta se calou de tristeza
É muito profunda a ferida, estou sofrendo pelo seu abandono
Os grilos, com o show deles, talvez me aliviem cantando
Eu sei que não mereço viver para sempre sofrendo assim
Composição: Lázaro Caballero, Norberto Benito Aranda