Horizonte De Papel

Leandro Prudêncio

Joguei o mapa pela janela do carro
Troquei o relógio pelo brilho do farol
Não quero saber quanto tempo eu tardo
Eu só quero a trilha que leva pro Sol
A mochila tá leve, o tanque tá cheio
O medo do incerto já não me trava o meio

Deixei os problemas no retrovisor
Pequenos demais pra causar algum temor
O rádio tocando uma música antiga
E o vento soprando o que a alma não diga

Vou onde o asfalto encontra o mar
Sem pressa de ser, sem hora pra chegar
O mundo é gigante e o tempo é um detalhe
Não deixo que a rotina minha vida atrapalhe
Sou bicho solto, sou poeira no chão
Guiado apenas pelo coração

Cidades pequenas, nomes que eu não conheço
Paradas de estrada, um café, um adeus
Cada quilômetro tem o seu preço
Mas a liberdade é um presente dos céus
Não busco chegada, eu busco o trajeto
O céu estrelado é o meu único teto

Se alguém perguntar onde é que eu estou
Diga que eu fui ser quem eu sempre sou
Longe de prédios, de muros e grades
Perdido no meio de tantas verdades

Vou onde o asfalto encontra o mar
Sem pressa de ser, sem hora pra chegar
O mundo é gigante e o tempo é um detalhe
Não deixo que a rotina minha vida atrapalhe
Sou bicho solto, sou poeira no chão
Guiado apenas pelo coração

Só o som do pneu na estrada
E mais nada
E mais nada


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