El Peso Del Perdón
[POE]
Es tan penetrante el negro de sus ojos
Cautivadora forma de mirar
Es la perfección de cada trazo de su ser
El esplendor de un sueño hecho realidad
La ligereza de su paso al andar
La belleza de Ligeia entró en mi espíritu
Allí moraba como en un altar
Con punzante dolor ella cayó en la enfermedad
Y me aferré a su vida con insensatez
No la quise dejar marchar
Y al destino me enfrenté
El amor, que ni la propia muerte doblegó
No pudo destruir su esencia
Me aferraba a su palidez
Y luché para así vencer al implacable ser
Que nunca ha de volver
El amor, que ni la propia muerte doblegó
No pudo destruir su esencia
No caí en la resignación
En cuerpo y alma me opuse a él
[VIRGINIA]
Solo fuiste un impostor
Escribiste Ulalume tras yo morir
Mi tumba estaba allí, lo que quedaba de mí
No volviste jamás
Descomponiéndome
Igual que nuestro amor
Mi sepulcro no sintió tus lágrimas
Ni flores, ni poemas, ni nostalgia
Quizás la culpa te hizo escribir Anabel
No soy Eleonora, no te perdonaré
Me fuiste infiel
La traición se convierte en la mazmorra más cruel
El peso del perdón que no te he de brindar
[POE]
Compasión, me dejé arrastrar por mi debilidad
[VIRGINIA]
Olvida nuestro amor
Olvida todo lo que fue
Lo que significó
[VIRGINIA Y POE]
El amor que ni la propia muerte doblegó
[POE]
Capaz de perdonarlo todo
VIRGINIA]
¡No!
No soy quien te ha de perdonar
[POE]
No entiendo lo que dices
[VIRGINIA]
No soy tu castigo
[POE Y VIRGINIA]
Busca en tu alma
O peso do perdão
[POE]
O preto dos seus olhos é tão penetrante
Maneira cativante de olhar
É a perfeição de cada traço do seu ser
O esplendor de um sonho tornado realidade
A leveza do seu passo ao caminhar
A beleza de Ligeia entrou no meu espírito
Lá ele habitou como em um altar
Com uma dor lancinante ela adoeceu
E eu me agarrei à vida dele tolamente
eu não queria deixá-la ir
E eu enfrentei o destino
Amor, que nem a própria morte subjugou
Não foi possível destruir sua essência
Eu me agarrei à sua palidez
E lutei para derrotar o ser implacável
Isso nunca vai voltar
Amor, que nem a própria morte subjugou
Não foi possível destruir sua essência
Eu não caí na demissão
De corpo e alma eu me opus a ele
[VIRGÍNIA]
você era apenas um impostor
Você escreveu Ulalume depois que eu morri
Meu túmulo estava lá, o que restou de mim
Você nunca voltou
quebrando
Assim como o nosso amor
Meu túmulo não sentiu suas lágrimas
Sem flores, sem poemas, sem nostalgia
Talvez a culpa tenha feito você escrever para Anabel
Eu não sou Eleonora, não vou te perdoar
você foi infiel comigo
A traição se torna a masmorra mais cruel
O peso do perdão que não vou te oferecer
[POE]
Compaixão, deixei-me levar pela minha fraqueza
[VIRGÍNIA]
Esqueça nosso amor
Esqueça tudo o que foi
O que isso significava
[VIRGÍNIA E POE]
O amor que nem a própria morte derrotou
[POE]
Capaz de perdoar tudo
VIRGÍNIA]
Não!
Não sou eu quem tem que te perdoar
[POE]
Eu não entendo o que você está dizendo
[VIRGÍNIA]
Eu não sou seu castigo
[POE E VIRGÍNIA]
Procure sua alma