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Sorgo

Leman Sam

Sorgu

Aðaçlar bir sabah sessizliðinde
Önce güneþe durdular
Yapraklarýnda kahýr, filizlerinde sabýr
Doðrulup aðýr aðýr kesenlerini vurdular

Balýklar bir sabah sessizliðinde
Önce karaya vurdular
Yüreklerinde kahýr, ciðerlerinde sülfür
Doðrulup aðýr aðýr tirolcüleri vurdular

Martýlar bir sabah sessizliðinde
Önce ziftlere bulandýlar
Kanatlarýnda kahýr, gagalarýnda zehir
Doðrulup aðýr aðýr, kirletenleri vurdular

Çocoklar bir sabah sessizliðinde
Önce tarihe durdular
Omuzkarýnda kahýr, yaþamlarý ya sabýr
Doðrulup aðýr aðýr, vuranlarýný sordular

Sorgo

As plantas numa manhã silenciosa
Primeiro pararam para o sol
Nas folhas, a dor, nos brotos, a paciência
Ergam-se e pesadamente cortaram suas raízes

Os peixes numa manhã silenciosa
Primeiro bateram na costa
Nos corações, a dor, nos pulmões, o enxofre
Ergam-se e pesadamente atingiram os pescadores

As gaivotas numa manhã silenciosa
Primeiro se sujaram de piche
Nas asas, a dor, nos bicos, o veneno
Ergam-se e pesadamente, atingiram os poluidores

As crianças numa manhã silenciosa
Primeiro pararam para a história
Nos ombros, a dor, suas vidas, ou paciência
Ergam-se e pesadamente, questionaram os agressores

Composição: