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Terra de Ninguém

Leo Jimenez

Tierra de Nadie

A un lado tu odio, al otro tu amor
La duda infinita el viejo dolor
Y mientras recelas de bien y del mal
Por un sumidero la vida se va

Nadie da nada por nada
Hay que pagar
Devuelve el espejo tu imagen fugaz
Y no estás seguro de tu identidad

Tu nombre no existe
Dejaste el redil y en tierra de nadie
Tendrás que vivir
Nadie, te acompañará allí

Nadie, y recuerda que
No tendrás un guía, no esperes
Protección, ni compasión
Tierra de nadie, obscuridad

Sin rumbo fijo debes vagar
Pero piensa que ahora eres LIBRE!
No perteneces a una facción
No crees en dogmas de religión

Lo más probable será
Que creas solo en ti
En tu propia fuerza
No crees en banderas, prefieres luchar

Por la madre tierra por la humanidad
No cavas trincheras en donde vivir
Ni crees en consignas por las que morir
No crees en partidos es triste saber

Que gana el que gane tu vas a perder
No crees en promesas que no cumplirán
Los falsos mesías, te engañarán
Estás en tierra de nadie ya

En un sombrío lugar
Entre dos bandos que al atacar
Te atacan a ti no puedes huir
Irán a por ti

No escucharán tu predicción
De una herencia letal
Pero dirán "tiene razón"
Cuando quizá sea tarde ya

Terra de Ninguém

De um lado seu ódio, do outro seu amor
A dúvida infinita, a dor antiga
E enquanto você desconfia do bem e do mal
A vida vai embora por um ralo

Ninguém dá nada por nada
Tem que pagar
O espelho devolve sua imagem fugaz
E você não tem certeza da sua identidade

Seu nome não existe
Você deixou o redil e em terra de ninguém
Vai ter que viver
Ninguém, te acompanhará lá

Ninguém, e lembre-se que
Você não terá um guia, não espere
Proteção, nem compaixão
Terra de ninguém, escuridão

Sem rumo certo você deve vagar
Mas pense que agora você é LIVRE!
Você não pertence a uma facção
Não acredita em dogmas de religião

O mais provável é que
Você acredite só em si
Na sua própria força
Não acredita em bandeiras, prefere lutar

Pela mãe terra, pela humanidade
Você não cava trincheiras pra viver
Nem acredita em slogans pelos quais morrer
Não acredita em partidos, é triste saber

Que quem ganhar, você vai perder
Não acredita em promessas que não vão cumprir
Os falsos messias, vão te enganar
Você já está em terra de ninguém

Em um lugar sombrio
Entre dois lados que ao atacar
Te atacam, você não pode fugir
Vão atrás de você

Não ouvirão sua previsão
De uma herança letal
Mas dirão "ele tem razão"
Quando talvez já seja tarde

Composição: Baron Rojo