
Entre o Instinto e o Tempo
Léo Martins
Queria murmurar palavras
Soltar no vento o que não sei explicar
Tentei dizer o que senti
Era forte demais pra voltar atrás
Intenso demais pra deixar escapar
No primeiro dia, escolhi andar de preto
No segundo, de branco
Entre as trevas e a luz
Senti nascer a inspiração
Não criei um personagem pra tirar a máscara
Mas carrego um passado sombrio
Que nem mil flores num paraíso
Conseguiriam apagar
Hoje, pela primeira vez em tanto tempo
Pensei no que realmente importa
E naquele gesto entre nós
Vi algo perto
Bem mais perto do que eu costumava sentir
O tempo é um espelho quebrado
Reflete pedaços do que eu fui
Mas quando fico perto de você
Parece que algo se constrói
Deixa acontecer pelos instintos
Sem rótulo, sem pressão
Só com leveza e intenção
No auge da vida, é fácil ter gente por perto
Mas nos momentos difíceis
Só os sagrados estendem a mão
Sem nos deixar sós
Acredito que nossos rolês têm peso
Não são só palavras jogadas no vento
Ouvi uma voz tardia
E ela me trouxe conexão
Na virada da chave
Voltei a fazer o que o tempo me roubava
Antes, eu queria matar o tempo
Hoje, eu entendo
O tempo é uma fronteira
Mais forte até do que teu abraço
O tempo é um espelho quebrado
Reflete pedaços do que eu fui
Mas quando fico perto de você
Parece que algo se constrói
Deixa acontecer pelos instintos
Sem rótulo, sem pressão
Só com leveza e intenção



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