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Pó de Tiro

Leon Faun

Polvere Da Sparo

E la dico a te, si, proprio a te
Chiedo: Come fai a stare in piedi?
Come se il vuoto in me, non fosse altro che i tuoi problemi
Siamo io e te, ma non siamo noi
Qua non credo e se, ma la mia sete aumenta
No, che non rallenta

È vero sono stato fermo un anno
Penso che sia stato per quel guasto
Fanno funny ma se premi il tasto
Ristacco l'anima dai cavi, sparo
Tutto solo come un Calimero
Frega un cazzo del tuo piagnisteo
Giuro lo ribalto 'sto torneo
Creo un intralcio e rispacco il tuo stereo

Chiaro (chiaro)
Che da quando respiro, che scrivo, che è stato (stato)
Un delirio, respiro, polvere da sparo (paw)
Stavo con un buco nel cuore, dolore in cui cado
E dopo ricado, non l'ho colmato
Chiaro

Siamo tutti connessi mentre si apre il sipario (eh)
Leone fuori attento non intendo il sicario (ario)
Un esercito che risponde soltanto Si, chiaro (si)
Un mercato che sembra il morso della mela di Adamo (uh)
Vago per un amore impossibile a Milano
Non mi hanno fatto fuori, però poi ci hanno provato
Tra cantanti e autori non c'è proprio un gran divario
Te lo dice una persona non da un posa a caso (a caso)

Da quando ho la metà dei miei anni, vedo tutto a scatti
Vedo comandanti comandati in coda per un coma gratis
Quante cose ancora che ho da domandarvi (oh?)
Droga dopo droga, si inchioda al tuo party
Passi indietro nel labirinto di Shining
Ca–Caschi il cielo con te non scenderò a patti
Te la canti e chiedo: Come fanno con te gli altri?
Tu sei l'anti genio, mi gelo se canti (canti)

Chiaro (chiaro)
Che da quando respiro, che scrivo, che è stato (stato)
Un delirio, respiro, polvere da sparo (paw)
Stavo con un buco nel cuore, dolore in cui cado
E dopo ricado, non l'ho colmato
Chiaro
Vedo solo più chiaro (chiaro, chiaro, chiaro, chiaro)
Non volevo essere il primo ma nemmeno uno schiavo
Strano, mi hanno ucciso e riucciso e non sono cambiato
Solo mutato, un poco più umano
Come se torno a casa

Quella luce negli occhi tuoi la chiamo casa, cara
Quella luce che emani dagli occhi la accuso, scusa
Sei chiusa alle volte come fossi uno scudo, cado dal buio
Quando distruggo ciò che è casa

Pó de Tiro

E eu falo pra você, sim, bem pra você
Pergunto: Como você consegue ficar de pé?
Como se o vazio em mim, não fosse nada além dos seus problemas
Somos eu e você, mas não somos nós
Aqui não acredito e se, mas minha sede só aumenta
Não, não diminui

É verdade que fiquei parado um ano
Acho que foi por causa daquele problema
Fazem graça, mas se apertar o botão
Desconecto a alma dos fios, atiro
Sozinho como um Calimero
Não tô nem aí pro seu chororô
Juro que vou virar esse torneio
Crio um obstáculo e estourar seu estéreo

Claro (claro)
Que desde que respiro, que escrevo, que foi (foi)
Um delírio, respiro, pó de tiro (pá)
Estava com um buraco no coração, dor em que caio
E depois caio de novo, não preenchi
Claro

Estamos todos conectados enquanto o pano se abre (eh)
Leão lá fora, cuidado, não entendo o assassino (sino)
Um exército que só responde Sim, claro (sim)
Um mercado que parece a mordida da maçã de Adão (uh)
Vago por um amor impossível em Milão
Não me eliminaram, mas tentaram depois
Entre cantores e autores não há grande diferença
Te digo isso como alguém que não tá de bobeira (bobeira)

Desde que tenho a metade da minha idade, vejo tudo em flashes
Vejo comandantes sendo comandados na fila por um coma grátis
Quantas coisas ainda tenho pra perguntar a vocês (oh?)
Droga após droga, se fixa na sua festa
Passos pra trás no labirinto de O Iluminado
Ca–Cai o céu, com você não vou fazer acordos
Você canta e eu pergunto: Como os outros lidam com você?
Você é a anti-gênio, me congela se canta (canta)

Claro (claro)
Que desde que respiro, que escrevo, que foi (foi)
Um delírio, respiro, pó de tiro (pá)
Estava com um buraco no coração, dor em que caio
E depois caio de novo, não preenchi
Claro
Vejo tudo mais claro (claro, claro, claro, claro)
Não queria ser o primeiro, mas também não um escravo
Estranho, me mataram e mataram de novo e não mudei
Só mudei, um pouco mais humano
Como se voltasse pra casa

Aquela luz nos seus olhos eu chamo de casa, querida
Aquela luz que você emana dos olhos eu acuso, desculpa
Você é fechada às vezes como se fosse um escudo, caio da escuridão
Quando destruo o que é casa