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No Salão do Seu Libório

Leonardo (gaúcho)

Letra

    Seu libório era um mulato
    Valente barbaridade
    Proprietário de bailanta
    No meio de um descampado
    Tinha duas lamparinas
    E pau no meio fincado
    E uma placa que dizia
    Não pode entrar desarmado

    Libório vendia cana
    E também era mestre sala
    Tirava pelo gogote
    Que provocasse arruaça
    Tinha espalhado no corpo
    Uns trinta furos de bala
    Se a noite não tinha briga
    O baile não tinha graça

    E era aquele falatório
    Depois de cada escarcéu
    No salão do seu libório
    Que mais parece um mundéu
    As vezes quem paga entrada
    Paga passagem pro céu!

    Atravessado na cinta
    Libório usava um nagão
    Daqueles mata-cachorro
    De desnucar pelo lombo
    Do outro lado um marca touro
    Sempre no alcance da mão
    Se entrasse em briga de tapa
    Cada mãozada era um rombo

    O salão ficou famoso
    E com o tempo virou lenda
    Tinha até m a funerária
    No salão do seu libório
    Se houvesse morte no baile
    Já fazia a encomenda
    E a mesma gente do baile
    Já ficava pro velório


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