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Coplera Del Arriero

Leonardo Siré

Letra

Canção do Carreteiro

Coplera Del Arriero

A noite sobre o rostoLa noche sobre el rostro
O frio mordendo os ossosEl frío mordiendo los huesos
Que tragédia, a solidãoQue tragedia, la soledad
Que se agranda com o silêncioQue se agranda con el silencio

Maldição eterna do carreteiroMaldición eterna del arriero
Conhecer as cores do ventoConocerle los colores al viento
Cimbando as costas ao passoCimbrando la espalda al paso
Tingindo de sangue o invernoTiñendo de sangre al invierno

Ressoando na pele do arResonando en la piel del aire
Agoniza um suspiro geladoAgoniza un suspiro helado
Enquanto se confunde um assobioMientras se confunde un silbo
Entre os resfolegos do gadoEntre los resuellos del ganado

É o campo um silêncio verdeEs el campo un silencio verde
Estendido bem debaixo de uma Lua brancaTendido abajito de una Luna blanca
Sussurrando com seu longo fôlegoSusurrando con su aliento largo
Ao transumante que semeia distânciaAl trashumante que siembra distancia

Entre os morros vão as sombrasEntre los cerros van las sombras
E é só a vida que andaY es solo la vida que anda
Cada estrela está sozinha à sua maneiraCada estrella está sola a su modo
E no rio molha sua esperançaY en el río moja su esperanza

O carreteiro não morre de amoresEl arriero no muere de amores
Morre de andar sua morteMuere de andar su muerte
Vai moendo sua dor ao ventoVa moliendo su pena al viento
Até que a terra reclame sua sorteHasta que la tierra reclame su suerte


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