Que l'espoir !
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadada oh !
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadadadam
Faites de la musique un chemin
Qui se déroule
Donnez lui de l'envol jusqu'à c'qu'on sente bien
Vibrer le sol
Roulez tambours
Comme des poids lourds
Sur cette route mordorée
Sonnez trompettes et entonnez
L'hymne anti-national de ce non-pays
Qui n'a pas de nom, et surtout pas liberté !
Car l'homme n'a que l'espoir
Pour se mouvoir
Car l'homme n'a que l'espoir
Pour s'émouvoir
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadada oh !
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadadadam
Détrempez-vous sortez de l'eau cette joie déchue,
Allez-y, égouttez, déroulez cette mélodie
Qu'elle nous porte loin de là toute la nuit
Quand la joie se déhanche
Quand la voix n'est plus blanche
Sans s'engourdir comme sur un fil juste un instant
Quelques mesures inventent la clef des champs, à cet instant !
Que ceux qui voulaient que l'on se taise
De toute urgence et sans délais
De leurs sornettes à l'harmonie
Ajoutent les corps obsolètes
Ouvrez les fleurs, serrez les cœurs
Suivez le fleuve, cette couleur
Cette mélodie à partir d'ici !
Combien ce soir combien plus tard
Connaîtront ce voyage
C'est que l'espoir nous fait croire que l'on vit
A notre instar
Parfois trop tard ou même pas tard
Je perds le fil si tu m'oublies
Y a plus d'espoir, je broie du bar
J'suis pas d'accord qu'on balaie mes cafards !
Car l'homme n'a que l'espoir
J'm'en suis souv'nu hier soir
J'ai tout écrit pour vous le redire
Dans le noir
Car l'homme n'a que l'espoir - L'homme n'a que l'espoir
Pour ce mouroir
Car l'homme n'a que l'espoir - L'homme n'a que l'espoir
Pour s'émouvoir
Si j'ai perdu tous mes espoirs
Et même mon désespoir
Roulez tambours sonnez trompettes
Aux oreilles de mon cauchemar
Et faites encore de la musique un chemin
Qui se déroule
Que a Esperança!
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadada oh !
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadadadam
Façam da música um caminho
Que se desenrole
Dêem-lhe asas até que a gente se sinta bem
Vibrar o chão
Rola os tambores
Como se fossem caminhões pesados
Nesta estrada dourada
Toquem trompetas e cantem
O hino anti-nacional deste não-país
Que não tem nome, e principalmente não tem liberdade!
Pois o homem só tem a esperança
Para se mover
Pois o homem só tem a esperança
Para se emocionar
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadada oh !
Padam padadadadadam padadam
Padam padadadadadadam
Desembacem-se, saiam da água essa alegria caída,
Vão em frente, esprema, desenrolem essa melodia
Que nos leve longe daqui a noite toda
Quando a alegria se contorce
Quando a voz não é mais clara
Sem se entorpecer como em um fio só por um instante
Alguns compassos inventam a chave dos campos, nesse instante!
Que aqueles que queriam que a gente se calasse
Com urgência e sem demora
De suas baboseiras à harmonia
Adicionem os corpos obsoletos
Abram as flores, apertem os corações
Sigam o rio, essa cor
Essa melodia a partir daqui!
Quantos esta noite, quantos mais tarde
Conhecerão essa viagem
É que a esperança nos faz acreditar que estamos vivos
À nossa maneira
Às vezes tarde demais ou nem tão tarde
Eu perco o fio se você me esquece
Não há mais esperança, eu estou na fossa
Não concordo que varram meus demônios!
Pois o homem só tem a esperança
Eu me lembrei disso ontem à noite
Eu escrevi tudo para te contar de novo
No escuro
Pois o homem só tem a esperança - O homem só tem a esperança
Para este lugar de morte
Pois o homem só tem a esperança - O homem só tem a esperança
Para se emocionar
Se eu perdi todas as minhas esperanças
E até mesmo meu desespero
Rola os tambores, toquem trompetas
Nos ouvidos do meu pesadelo
E façam mais uma vez da música um caminho
Que se desenrole