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Feitiço da Minha Cidade

Leopoldo Díaz Vélez

Embrujo de Mi Ciudad

¡Ciudad!
Un puente se tendió
entre mi inquietud sentimental
y el brillo de tus noches de cristal.
¡Ciudad!
Con que ilusión extraña te busqué,
trayendo con mi fe la rima de un cantar.
¡Ciudad!
Frente a un adiós,
en la estación del pueblo aquel,
que está mi viejo.
¡Y aquí!
Tu embrujamiento trajo a mi
la dulce voz que ya es recuerdo.
Después, después,
clavaste en mi ilusión la pena cruel
de un desencanto que al amor mató.

¿Por qué le di mi corazón feliz?
¿Por qué no quiso comprenderme más?
¿Por qué volvió a la luz fatal,
del mundo artificial
que luego fue embriaguez y fue locura?
Vendrá su voz para gritarme: ¡Amor!,
y aquí en mi voz tal vez habrá un perdón.
Pero el dolor que me dejó
lo arrastraré sin salvación
ni fe, por la ciudad.

Feitiço da Minha Cidade

¡Cidade!
Uma ponte se estendeu
entre minha inquietação sentimental
e o brilho das tuas noites de cristal.
¡Cidade!
Com que estranha ilusão te procurei,
trazendo com minha fé a rima de uma canção.
¡Cidade!
Frente a um adeus,
na estação daquela cidade,
onde está meu velho.
¡E aqui!
Teu feitiço trouxe a mim
a doce voz que já é lembrança.
Depois, depois,
cravaste na minha ilusão a dor cruel
de um desencanto que matou o amor.

Por que dei meu coração feliz?
Por que não quis entender mais?
Por que voltou à luz fatal,
do mundo artificial
que depois foi embriaguez e foi loucura?
Virão sua voz para gritar: ¡Amor!,
e aqui na minha voz talvez haja um perdão.
Mas a dor que me deixou
eu arrastarei sem salvação
nem fé, pela cidade.