Black Stains
Black stains on broken glass
On the last day of november
Immerse beauty by the trail
Of the last scene I remember
A cry for help
A pair of drained eyes
Nowhere to turn
Unable to rise
A scenic verse
Of an old rhyme
Justifying
The sinful crime
Time passes no longer by
No rest found in concrete soil
Image burned to my eyes
Black stains and skin to boil
Smoke forming a pillow dark
For the child to rest in silence
Black skin on bruised hand
Infant emerged of violence
A flower in full bloom
Cut by a fragment of glass
In a heartbeat of truth
Manchas Negras
Manchas negras no vidro quebrado
No último dia de novembro
Beleza imersa na trilha
Da última cena que lembro
Um grito de socorro
Um par de olhos esgotados
Sem lugar pra ir
Incapaz de se levantar
Um verso cênico
De uma velha rima
Justificando
O crime pecaminoso
O tempo não passa mais
Sem descanso no solo de concreto
Imagem queimada nos meus olhos
Manchas negras e pele a ferver
Fumaça formando um travesseiro escuro
Para a criança descansar em silêncio
Pele negra na mão machucada
Infante surgido da violência
Uma flor em plena floração
Cortada por um fragmento de vidro
Em um batimento de verdade