Dimanche
Quand le pollen se fiche du vent
Que le ciel croule sur ses dents
Que le foutre s'en va
Qu'il s'en va
Près du silence
À devenir rance
Et docile Égal
Et docile Fume le temps
En les pavillons Les pavillons
De choléra de cennes
Et de brides
Et de gants Enveloppant le sang
D'odeurs et d'heures de minus
Paradant sur l'étang
Délectés par les hyènes
Les fêlés
Les sonnés
En noces damnées
Annonçant le beurre des glands
Caressant le divan
Le bidet
Du mon ma mes
À penser prêts et plans
À masser plaies et tempes
À décorer cendres
Douce sève
Devant les yeux
Comme si heureux
Qui ne vaut pas sou doré
De son mirage haut lassé
Mais embraser le pouls du soleil
Et qu'on se mouille
Écorchés de veines
De langues
De palais
Corps et fenêtres Sur une île ouverte
Sur tant de paix
Pour le sommeil
Lent
D'océan
Un sommeil opaque
Gorgeant le silence
Comme des mort-nés
En décalés
Du bol en Paris Pâté
Et du collet tentant
Des fous Je sors le soir
Fanfaron de l'ombre des murs
Mouflet de l'armée tarée
Le nez soûlé sur un banc
Adorant la brise claire
Et les fontaines sous les ponts
En perdant son temps
Domingo
Quando o pólen se importa com o vento
Que o céu desaba sobre seus dentes
Que a merda vai embora
Que ele se vai
Perto do silêncio
A se tornar rançoso
E dócil Igual
E dócil Fuma o tempo
Nos pavilhões Os pavilhões
De cólera de centavos
E de rédeas
E de luvas Envolvendo o sangue
De odores e horas de minúsculos
Desfilando sobre o lago
Deleitados pelas hienas
Os malucos
Os atordoados
Em núpcias amaldiçoadas
Anunciando a manteiga das bolotas
Acariciando o divã
O bidê
Do meu meu meus
Pensando prontos e planos
Para massajar feridas e têmporas
Para decorar cinzas
Doce seiva
Diante dos olhos
Como se felizes
Que não valem um centavo dourado
De seu miragem alto cansado
Mas abraçar o pulso do sol
E que a gente se molhe
Desgarrados de veias
De línguas
De paladares
Corpos e janelas Em uma ilha aberta
Sobre tanta paz
Para o sono
Lento
Do oceano
Um sono opaco
Enchendo o silêncio
Como mortos-nascidos
Deslocados
Do pote em Paris Patê
E do colarinho tentador
Dos loucos Eu saio à noite
Fanfarão da sombra das paredes
Mofado do exército doido
O nariz embriagado em um banco
Adorando a brisa clara
E as fontes sob as pontes
Perdendo seu tempo