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A Delírio de Dois Alcoólatras

Les Ogres de Barback

Le délire de deux alcooliques

Eh ! Polo, il fait froid dans ta caravane.
Qu'est-ce qui t'est arrivé ?
Ta guitare est cassée ?
Oh, tout est foutu, brisé dans mon crâne.
Ça sent le pourri, le renfermé.
Ouais, t'as raison, hein, on est là, pas là-bas.
Tant pis pour nous.
On est là, mais sans sous,
Il me semble pas que ce soit leur cas.
Eh ! Mais t'as pas vu,
Il reste du pain, de la bière,
Un peu de braises.
Oh, fais donc un feu
Si ça peut te rendre à l'aise.
Moi, j'oublie pas, avec ou sans ça, j'y peux rien.
Toi aussi, la vie te semble étrange
Depuis qu'ils sont partis...
Oh, je n'ai jamais été un ange
Mais depuis que je suis ici, bah...
Eh ! Mais Polo, le monde est petit, hein...
On pourra les retrouver.
Ici ou ailleurs, restés ou partis
C'est paumé que j'suis né
Et comment ? Et pourquoi ? Avec quel argent ?
Tu peux me le dire, toi. Pourquoi pas... [ou alors ?]
J'irai sur les ports valser
Puisque le monde va bien
De ce que disent les marins.
J'irai dans les rues, les chemins
Chanter dans tous les bals
Avec mon sac, mes sandales
J'irai sur les marchés du monde
Raconter mes histoires,
Chouraver leur pinard.
A la sortie de la messe, le dimanche
Bah ! moi, j'taperai la manche
Aux bourgeois qui s'ront là.
Et je chanterai mes chansons ignobles
Ça plaira au curé
J'lui piquerai tout son blé.
Et après, je cracherai sur les pauvres
J'leur filerai des coups de pied
Semblant d'pas faire exprès.
J'irai sur les ports valser
Puisque le monde va bien
De ce que disent les marins.
Et après j'serai moi, le président
Et on marchera au pas
En rang derrière moi.
Et je serai chef de toutes les bandes,
Le roi des truands,
La peur des honnêtes gens
J'irai sur les ports valser
Puisque le monde va bien
De ce que disent les marins, les putains...
J'irai sur les ports valser
Puisque le monde va bien
Et que moi, j'ai du chagrin...

A Delírio de Dois Alcoólatras

Eh! Polo, tá frio na sua caravana.
O que aconteceu com você?
Sua guitarra quebrou?
Oh, tudo tá uma merda, quebrado na minha cabeça.
Cheira a podre, a coisa fechada.
É, você tá certo, né, a gente tá aqui, não lá.
Que se dane pra gente.
A gente tá aqui, mas sem grana,
Parece que não é o caso deles.
Eh! Mas você não viu,
Ainda tem pão, cerveja,
Um pouco de brasas.
Oh, faz um fogo então
Se isso te deixar mais à vontade.
Eu não esqueço, com ou sem isso, não posso fazer nada.
Você também, a vida te parece estranha
Desde que eles foram embora...
Oh, eu nunca fui um anjo
Mas desde que tô aqui, bem...
Eh! Mas Polo, o mundo é pequeno, né...
A gente pode encontrá-los de novo.
Aqui ou em outro lugar, ficaram ou partiram
É perdido que eu nasci
E como? E por quê? Com que grana?
Você pode me dizer, né? Por que não... [ou então?]
Eu vou dançar nos portos
Já que o mundo tá bem
Pelo que dizem os marinheiros.
Eu vou pelas ruas, pelos caminhos
Cantar em todos os bailes
Com minha mochila, minhas sandálias
Eu vou nos mercados do mundo
Contar minhas histórias,
Roubar o vinho deles.
Na saída da missa, no domingo
Bah! eu vou pedir grana
Pros burgueses que estiverem lá.
E eu vou cantar minhas músicas nojentas
Isso vai agradar o padre
Eu vou roubar todo o dinheiro dele.
E depois, eu vou cuspir nos pobres
Vou dar chutes neles
Fingindo que não é de propósito.
Eu vou dançar nos portos
Já que o mundo tá bem
Pelo que dizem os marinheiros.
E depois eu serei eu, o presidente
E a gente vai marchar em passo
Em fila atrás de mim.
E eu serei o chefe de todas as gangues,
O rei dos marginais,
O medo dos honestos.
Eu vou dançar nos portos
Já que o mundo tá bem
Pelo que dizem os marinheiros, as putas...
Eu vou dançar nos portos
Já que o mundo tá bem
E que eu tô de coração partido...

Composição: