Les Yeux Férmes
Le vent souffle sur mes paupières lourdes,
Murmure doucement à mes oreilles sourdes.
Mon coeur réchauffe mes pensées grises,
Quand vient le jour le verre se brise.
Les yeux fermés, tout est plus calme, tout est si beau.
De vastes cernes s'étendent sur mes joues,
Les vieillards pleurent et les enfants jouent.
Mon âme si libre, mon corps si pur,
Les briques roses forment quatre immenses murs.
Les yeux fermés, tout est plus calme, tout est si beau.
Je respire et puis j'expire, j'accumule de l'oxygène.
La vie exerce son empire, en une minute je ne suis plus si jeune.
Mais si je couvre mes yeux d'un voile de chair,
Je ne vois plus dieu, d'étoiles, de guerres.
Je m'élève vers le pardon, car l'oubli est tout puissant,
Je sais que mes rêves s'en vont mais je suis libre et je le sens.
Os Olhos Fechados
O vento sopra nas minhas pálpebras pesadas,
Sussurra suavemente nos meus ouvidos surdos.
Meu coração aquece meus pensamentos cinzentos,
Quando chega o dia, o vidro se despedaça.
Com os olhos fechados, tudo é mais calmo, tudo é tão lindo.
Círculos escuros se espalham nas minhas bochechas,
Os velhos choram e as crianças brincam.
Minha alma tão livre, meu corpo tão puro,
Os tijolos rosas formam quatro imensos muros.
Com os olhos fechados, tudo é mais calmo, tudo é tão lindo.
Eu respiro e então expiro, acumulo oxigênio.
A vida exerce seu domínio, em um minuto não sou mais tão jovem.
Mas se eu cobrir meus olhos com um véu de carne,
Não vejo mais Deus, nem estrelas, nem guerras.
Eu me elevo em direção ao perdão, pois o esquecimento é todo-poderoso,
Sei que meus sonhos se vão, mas sou livre e sinto isso.