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No Final da Rua

Leusemia

Al Final de La Calle

Malco es un joven sumergido en el submundo de la música
Quiso aplacar su soledad armando una banda de rock 'n' roll
Pero cuando comenzó a cosechar aprobaciones
Su soledad se hizo mayor. Aun así
Malco no decae e insiste en hacer de la expresión
Sonora un reflejo del caos social
Ponto se da cuenta que el rock
Su rebeldía eufónica y ese mostrar los lados
Más oscuros del hombre
Hace muchos años que forman parte del repertorio
Y del engranaje del sistema
Malco recuerda los días en que su derredor le decía
Que hiciera música más digerible
Y menos incómoda para la industria
Pero Malco sigue en lo suyo
Sabe que solo es otro número más dentro del circo de la sociedad
Pero también sabe que no es una mentira
La sociedad encierra en cárceles
Y manicomios o condena al destierro y la soledad eterna
A todos aquellos
Que intentan escaparse del rol que se les ha encomendado
Desde los días de colegio
Y quedarse, por siempre, al final de la calle

Debo ser un viajante
Debo ser transeúnte
Un peatón cualquiera que espera tomar
Un retazo de sueño
Una corta sonrisa
Una nube que el tiempo me ha de quitar
Pues todo se va... Y no hay como mierda volverlo a tomar
Todo se va... Menos tu nombre y tu voz
Una mano vacía, un trueno insonoro
Un lecho en el que nunca voy a pernoctar
Una hoguera sin llamas, un gran cielo sin dioses
Una calle con seres que no han de ganar
Una burda patraña
Una mueca envolvente
La tristeza que gira y me vuelve a amarrar, me pretende asfixiar
La avenida furtiva
Una herida sangrante
Y al final de la calle está el brillo fugaz
De una huella infinita
Un enjambre de brisas
Una tumba que en vida se pudo matar
Una lengua volátil
Una falsa sonrisa
Por las calles que escupen deceso y verdad
Un mercado de olvidos
Un ferial de recuerdos
No hay invierno que abrace más fuerte que tu
Ya la noche ha venido
Ya se encienden las luces
Hoy me van a matar
El telón abre paso
A la gente que espera
Ver mi alma estallar
Hay un círculo vacuo
Hay dolor en mis ojos
La prisión no se ha ido
Aún está en su lugar
No conozco mi enredo
Tal vez soy accidente
Un engendro del tiempo
Que prefiere llorar... Llorar
Vete y hasta canciones, me dijeron
Que no hablen de nada y que se puedan bailar
No hagas muchos esfuerzos
Pues la música ha muerto
Solo hay mierda en el dial
No hice caso a consejos
Me llego tu dictamen
Te mereces destierro
Prematuro final
Un cantar silencioso
O un canto inconcluso
Un doliente recluso
Que no quiso tomar
Su tajada del mundo
Y andar entre luces
Y entre amigos que pasan
Y te dicen "¡salud-salud!"
Mi coraza ha caído
El enigma ha salido
A buscar un hogar
Todo está en su lugar
Y es un canto de locos
De venganza y de enfermos
De romances y verbos
Y de amor espectral
Y vendrán los elogios
Como golpes de ombligo
Como baile inconexo
Como un ciego mirar
Y aquí estamos de nuevo
Con las luces y todo
La cultura es primero
Y a la mierda lo demás
Soy rehén de esa historia
Soy el dedo que acusa
Soy el juez, soy testigo
Soy jurado y fiscal
Solo quiero una noche
Verme solas contigo, y observar el final
Y otra vez a lo mismo
Y otra vez la rutina
Cercenar mis temores y ponerme a cantar
Descifrando señales
Como breves suplicios
Como heridas que nunca se van a cerrar
Como rocas que un día yo voy a arrojar, sobre mí
La jauría me espera
La vergüenza se trepa
Se unta a mi cuerpo y me impide matar
Como un paso apurado
Como lenta tortura
Solo hay miedo y las dunas me cubren de sal
No soy poeta ni pastrulo
No soy eco ni locura
Solo soy un huevón que ya quiere escapar
Sin más vida esta mierda
Sin más mío que mis años
Mis amigos, mis canciones, y mi llorar
Yo te quiero en mi duda
Yo te quiero en mi insania
Y al final de la calle solo quiero abrazar cada paso que das

No Final da Rua

Malco é um jovem mergulhado no submundo da música
Quis aliviar sua solidão formando uma banda de rock 'n' roll
Mas quando começou a receber aplausos
Sua solidão aumentou. Mesmo assim
Malco não desiste e insiste em fazer da expressão
Sonora um reflexo do caos social
Ele percebe que o rock
Sua rebeldia eufônica e esse mostrar os lados
Mais sombrios do homem
Faz muitos anos que fazem parte do repertório
E do engrenagem do sistema
Malco lembra dos dias em que ao seu redor diziam
Que fizesse uma música mais digerível
E menos incômoda para a indústria
Mas Malco continua na sua
Sabe que é só mais um número dentro do circo da sociedade
Mas também sabe que não é mentira
A sociedade aprisiona
E manda para manicômios ou condena ao exílio e à solidão eterna
Todos aqueles
Que tentam escapar do papel que lhes foi dado
Desde os tempos de escola
E ficar, para sempre, no final da rua

Devo ser um viajante
Devo ser um transeunte
Um pedestre qualquer que espera pegar
Um pedaço de sonho
Um sorriso breve
Uma nuvem que o tempo vai me tirar
Pois tudo se vai... E não há como voltar a pegar
Tudo se vai... Menos seu nome e sua voz
Uma mão vazia, um trovão silencioso
Uma cama na qual nunca vou pernoitar
Uma fogueira sem chamas, um grande céu sem deuses
Uma rua com seres que não vão ganhar
Uma história furada
Uma careta envolvente
A tristeza que gira e me amarra de novo, tenta me sufocar
A avenida furtiva
Uma ferida sangrante
E no final da rua está o brilho fugaz
De uma marca infinita
Um enxame de brisas
Uma sepultura que em vida se pôde matar
Uma língua volátil
Um sorriso falso
Pelas ruas que cuspem morte e verdade
Um mercado de esquecimentos
Uma feira de lembranças
Não há inverno que abrace mais forte que você
A noite já chegou
As luzes já se acendem
Hoje vão me matar
A cortina abre espaço
Para a gente que espera
Ver minha alma explodir
Há um círculo vazio
Há dor nos meus olhos
A prisão não se foi
Ainda está no seu lugar
Não conheço meu emaranhado
Talvez eu seja um acidente
Um produto do tempo
Que prefere chorar... Chorar
Vá e até canções, me disseram
Que não falem de nada e que possam ser dançadas
Não faça muitos esforços
Pois a música morreu
Só há merda na sintonia
Não dei ouvidos aos conselhos
Chegou seu veredito
Você merece o exílio
Um final prematuro
Um canto silencioso
Ou um canto inconcluso
Um recluso dolorido
Que não quis pegar
Sua fatia do mundo
E andar entre luzes
E entre amigos que passam
E te dizem "saúde-saúde!"
Minha armadura caiu
O enigma saiu
Para buscar um lar
Tudo está em seu lugar
E é um canto de loucos
De vingança e de doentes
De romances e verbos
E de amor espectral
E virão os elogios
Como golpes de umbigo
Como dança desconexa
Como um olhar cego
E aqui estamos de novo
Com as luzes e tudo
A cultura é primeiro
E que se dane o resto
Sou refém dessa história
Sou o dedo que aponta
Sou o juiz, sou testemunha
Sou jurado e promotor
Só quero uma noite
Me ver só com você, e observar o final
E de novo a mesma coisa
E de novo a rotina
Cortar meus medos e começar a cantar
Decifrando sinais
Como breves suplícios
Como feridas que nunca vão se fechar
Como pedras que um dia eu vou jogar, sobre mim
A matilha me espera
A vergonha se arrasta
Se gruda no meu corpo e me impede de matar
Como um passo apressado
Como lenta tortura
Só há medo e as dunas me cobrem de sal
Não sou poeta nem pastrulo
Não sou eco nem loucura
Só sou um vagabundo que já quer escapar
Sem mais vida essa merda
Sem mais meu que meus anos
Meus amigos, minhas canções, e meu choro
Eu te quero na minha dúvida
Eu te quero na minha insanidade
E no final da rua só quero abraçar cada passo que você dá

Composição: Daniel Augusto Valdivia Fernandez