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De Papel Machê

Leuzemia

De Carton Piedra

Era la gloria vestida de tul
Con la mirada lejana y azul
Que sonreía en un escaparate
Con la boquita menuda y granate

Y unos zapatos de falso charol
Que chispeaban al roce del sol
Limpia y bonita, siempre iba a la moda
Arregladita como pa' ir de boda
Y yo a todas horas la iba a ver
Porque yo amaba a esa mujer
De cartón piedra
Que de san esteban a navidades
Entre saldos y novedades
Hacía más tierna mi acera
Aaaaaaaaaaaahh...

No era como esas muñecas de abril
Que me arañaron de frente y perfil
Que me mandaron la inocencia al carajo!!
Que me arrancaron la ilusion de cuajo

No ella esperaba en su vitrina
Verme doblar aquella esquina
Como una novia

Como una doncella medieval
Pidiendome liberame
Huyamos a escribir la historia

De una pedrada me baje el cristal
Y corrí corrí con ella hasta mi portal
Todo su cuerpo me temblo en los brazos
Nos sonreía la luna de mayo

Bajo la lluvia bailamos un vals
Un, dos, tres, un, dos, tres, todo daba igual

Y yo le hablaba de nuestro futuro
Y ella lloraba en silencios lo juro !!!

Y entre cuatro paredes y un techo
Se reventó contra su pecho
Pena tras pena

Tuve entre mis manos el universo
E hicimos de pasado un verso
Perdido dentro de un poema

Esta parte es recitada y durante toda esa perorata sigue
Los mismos acordes que te pongo en este primer floro:

Y entonces, llegaron ellos, me sacaron a empujones de mi casa
Y me encerraron entre estas cuatro paredes blancas

Donde vienen a verme, alguuuunos amigos
De mes a mes
De dos en dos
Y de tres a seis

Porque a los locos
Hay que tenerlos bien encerrados
Porque son un peligro para la sociedad
Y para el status q mental

Porque los locos
Porque los locos
Todavía podemos construir imagenes en el cielo
Todavía podemos emocionarnos con la luz de una sonrisa
Todavía podemos hacer canciones cursis y decir te quiero

Porque hay muchos locos que aún creen en la utopia
Y salen a las marchas y a las manifestaciones contra dictaduras y opresores
Por eso me gusta estar entre tanto loco de mierda conchasumadre carajo!

Me gusta estar con locos porque en realidad me llegan
Recontra al pincho los tipos demasiado sanos, los cuerdos
Esos que dicen para que vamos a hacer tal cosa si ya todo está perdido
Que se vayan a la concha, la conche su madre esos huevones !!!

De Papel Machê

Era a glória vestida de tule
Com o olhar distante e azul
Que sorria em uma vitrine
Com a boquinha pequena e granada

E uns sapatos de falso verniz
Que brilhavam ao toque do sol
Limpa e bonita, sempre na moda
Arrumadinha como pra ir a um casamento
E eu a toda hora ia vê-la
Porque eu amava aquela mulher
De papel machê
Que de São Estêvão a Natal
Entre liquidações e novidades
Fazia minha calçada mais doce
Aaaaaaaaaaaahh...

Não era como aquelas bonecas de abril
Que me arranharam de frente e de lado
Que mandaram minha inocência pro inferno!!
Que arrancaram minha ilusão de uma vez

Não, ela esperava na sua vitrine
Me ver dobrar aquela esquina
Como uma noiva

Como uma donzela medieval
Pedindo pra eu me libertar
Fugir pra escrever a história

Com uma pedrada eu quebrei o vidro
E corri, corri com ela até meu portal
Todo o seu corpo tremia em meus braços
A lua de maio nos sorria

Sob a chuva dançamos um vals
Um, dois, três, um, dois, três, tudo tanto faz

E eu falava do nosso futuro
E ela chorava em silêncio, eu juro!!!

E entre quatro paredes e um teto
Explodiu contra seu peito
Dor após dor

Tive entre minhas mãos o universo
E fizemos do passado um verso
Perdido dentro de um poema

Essa parte é recitada e durante toda essa ladainha segue
Os mesmos acordes que te coloco nesse primeiro trecho:

E então, chegaram eles, me empurraram pra fora de casa
E me trancaram entre essas quatro paredes brancas

Onde vêm me ver, alguns amigos
De mês em mês
De dois em dois
E de três a seis

Porque os loucos
Precisam ser bem trancados
Porque são um perigo pra sociedade
E pro status quo mental

Porque os loucos
Porque os loucos
Ainda podemos construir imagens no céu
Ainda podemos nos emocionar com o brilho de um sorriso
Ainda podemos fazer músicas piegas e dizer eu te amo

Porque há muitos loucos que ainda acreditam na utopia
E saem às marchas e manifestações contra ditaduras e opressores
Por isso eu gosto de estar entre tanto louco de merda, caralho!

Gosto de estar com loucos porque na real eles me tocam
Me irritam os caras muito sãos, os normais
Aqueles que dizem pra que vamos fazer tal coisa se já tá tudo perdido
Que vão se danar, que se danem esses idiotas!!!

Composição: Johann Laime