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Nada - Uma Grande Flor

Ýlhan Ýrem

HiçBirÞey - Dev Bir Çiçek

HiçBirÞey

Hiçbirþey ülkesinde, hiçbirþey herþeymiþ
Herþey hiçbirþey hiçbirþey, herþey hiçbirþey

Aþklar dostluklar arkadaþlýk, hiçbirþey hiçbirþey
Daðlar nehirler aðaçlar, hiçbirþeymiþ, hiçbirþey

Anýlar, yarýnlar, görüntüler hiçbirþey hiçbirþey
Hiçbirþey herþey herþeymiþ, herþey hiçbirþey

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Dev Bir Çiçek

Sonsuz bir yokluk, kýpýrtýsýz, sessiz alabildiðine, karanlýk susuz
havasýz, hiçbirþeysiz yokluk iþte. Olmayan zamanlarýn, olmayan bir
yerinde ilk kez kýpýrdadý, bir çift dudak, bir çift göz, bir çift el
ve ilk varlýðýn tohumlarý atýldý yokluðun ortasýna.
Ve bir çiçek büyüdü, renksiz, kokusuz, dikensiz, yapraksýz, yalnýzca
bir çiçek ve büyüdü hiçbirþey istemeyerek, susuz, havasýz, ýþýksýz,
topraksýz büyüdü, büyüdü, büyüdü, düþüncelere sýðabilen bütün
büyüklükleri aþtý ve bütün güzelliklerin gerçeðine ulaþtý. Su istedi,
toprak istedi, hava istedi, ýþýk istedi. Böcekler, baþka çiçekler,
güzellikler ve en çok onu koklayabilecek insan, bir can istedi,
sevgisini güzelliðini görecek bir can, yalnýzca bir can ve bu arzuyla
yanýp tutuþtu durmadan. Isýndý, ýsýndý tutuþtu. Kýzarmýþ dev yapraklar
sýcacýk bir doðumun mutluluðuyla kývrýldý ve milyonlarca yanardaðý gibi
patladý. Daðýldý, paramparça yokluðun ortasýna. Ve þimdi görünce,
yalnýzca sevgiden oluþan kendi parçacýklarýnýn sevgisizlikten
kuruduklarýný, birbirine düþman olduklarýný, o dev çiçek aðlýyor, aðlýyor,
güleceði günü bekkliyor, bekliyor, bekliyor...

Nada - Uma Grande Flor

Nada

Nada, no país do nada, nada é tudo
Tudo é nada, nada, tudo é nada

Amores, amizades, camaradagem, nada, nada
Montanhas, rios, árvores, nada, nada

Momentos, futuros, imagens, nada, nada
Nada é tudo, tudo é nada, tudo é nada

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Uma Grande Flor

Um vazio sem fim, sem agitação, silencioso, escuro e sedento
sem ar, um nada, é isso. Em tempos que não existem, em um
lugar que não existe, pela primeira vez se agitou, um par de lábios, um par de olhos, um par de mãos
E as sementes da primeira existência foram lançadas no meio do nada.
E uma flor cresceu, sem cor, sem cheiro, sem espinhos, sem folhas, apenas
uma flor e cresceu sem querer nada, sedenta, sem ar, sem luz,
sendo sem terra, cresceu, cresceu, cresceu, superou toda
grandeza que podia conter pensamentos e alcançou a verdade de toda beleza. Pediu água,
pediu terra, pediu ar, pediu luz. Insetos, outras flores,
belzas e mais do que tudo, um ser que pudesse sentir seu cheiro, uma alma, uma alma que visse sua beleza,
apenas uma alma e com esse desejo
queimou e incendiou sem parar. Aquecia, aquecia, incendiava. Folhas grandes avermelhadas
se contorceram com a felicidade de um caloroso nascimento e explodiram como milhões de vulcões.
Se espalhou, despedaçou-se no meio do nada. E agora, ao ver,
que suas próprias partículas, formadas apenas de amor, secaram pela falta de amor,
se tornaram inimigas, aquela grande flor chora, chora,
espera o dia em que vai sorrir, espera, espera, espera...

Composição: Ilhan Irem