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Eu Contra O Mundo

Ligi Periférico

Letra

    5 mais 5 Graça era só o que eu escutava
    Pele parda e marcada na infância conturbada
    Devia ter te cortado, espetado, abortado
    Vendido doado ou ter te entregado
    Na cabeça variados pontos de interrogação
    Desistir de descobrir minha própria indagação
    Se era hereditário ou um castigo divino
    Não esperei ser o último pra viver sorrindo

    Sem dom pra concursado, residente em medicina
    Não deu pra aprender de barriga vazia
    Só servir pra ser o saque de programa do governo
    Uma doença forjada no buzão pra ter dinheiro
    Predestinado ao mau revoltado a reveria
    Cansei de todas surras com o pau de sucupira
    Catei logo os trapos, rasgados e amarrotados
    Sem 1 real no bolso meti o pé do barraco
    E fui sem time é claro para nunca mais voltar
    Garantido filho pródigo que não retornará
    E só de eu não acordar com hematomas lombar
    Ser tratado como lixo pra mim já vai compensar

    Apenas outro neguinho peregrino de favela
    Com os cara errado que acolheu na hora certa
    E a promessa interna de mudar sina sofrida
    Transformei meu ódio em mobília e piscina

    Na ilusão dos cote sem Natal teve presente
    Puseram na mão do pai, um rádio e a israelense
    Um nível acima da miséria do pretérito
    Mais um nível abaixo da gaveta do necrotério
    Fazer o que se é cada um na sua função
    Essa é minha vida e foi minha opção
    Um a menos ou a mais irmão! Tanto faz

    Livre físicamentes nós vive num alcatraz
    Desci pro asfalto, já trombei os Tio Patinhas
    Na responsa em cima eu fui o garoto da pista
    Não colei em Cosplay pra poder fantasiar
    Mais era irmão metralha quando os caixa ia pro ar
    Fiz minha cara, nunca pra me aparecer
    E foi a mais cobiçada nos distrito e nas DP

    Sem dramatização, e as fugas na Z. S
    Fui mais veloz que Paul Walker no 2Fast
    Brinquedo pra criançada, gás pras donas de casa
    Sem miséria quiz o bem pra minha quebrada
    Queria só trombar todos felizes e contentes
    Não era pelas nota e nem pelos pente
    Bolado com injusto homicídio, genocídio
    Cada ídio na perifa me serviu de incentivo
    No regresso de contos de Robbin-Hood
    Engarilhei pra cima dos Clint Eastwood

    Eu não chorei nem em frente a uma 12 americana
    Mais a lágrima desceu eu frente uma criança
    Com suas palavras me ganhou no seu dizer
    (Aí TioBé, quero ser igual você quando eu crescer em!)
    Vish, bagulho é doido isso martelou meu crânio
    Será que é isso mesmo os mulecote se espelhando?
    Meu mundo desabou como folha cai no vento
    Derreteu o gelo do coração sem sentimento

    Bola pra frente, a vida é essa
    Certo ou errado quem eu sou quem eu era
    Não existe DeLorean voador pra eu voltar
    Tentar recuperar um destino exemplar
    E com questão de tempo minha prisão chegou na mídia
    Eu só pus em prática o que vi na teoria
    Me ensinaram a sorrir pela desgraça alheia
    Me ensinaram a fazer boy virá peneira

    10 anos só serviram pra alimentar a ira
    De um homem que queria colher rosas na vida
    Envenenado pelo passado sem um futuro
    Queria enxergar uma luz no fim do túnel
    Voltei pra quebrada, tudo e todos diferentes
    Muitos irmãos se foram e deixaram descendente
    Fumando um cigarro no beco
    Trombo um menino, com um Livro na mão veio desembolar comigo

    Composição: Lincoln Juan Oliveira Silva. Essa informação está errada? Nos avise.

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