CAYENDO
Oh-oh, oh-oh
Caer, caer
Dame espacio, estoy cayendo
Sal del barrio, vuelve al pueblo
Me paso la vida escapando
Corriendo de algo que no identifico
Por mucho que quiera, no encajo en el sitio
Me voy y repito que no necesito de nadie, me explico
Nos hicimos ricos contando miseria
Romantizando nuestras propias tragedias
Nenos da costa con sal nas arterias
Co mar como escudo e o dor por bandeira
Caí tantas veces, que el fondo ya es mío
Cuando me levanto es cuando paso frío
Hundido en el mar como tantos navíos
Que no regresaron y siguen perdí'os
Perdí la fe en Dios, ahora soy un bandido
Metido en la noche, me tiene comido
Contigo en el coche, pintando escondí'os
Llenando con fango todo este vacío
Dame espacio, estoy cayendo
Sal del barrio, vuelve al pueblo
Soy como un péndulo, de lado a lado
Mañana no sé, pero hoy voy cansado
Aprendes del palo que lleva el vecino
Que termina estando pa' siempre marcado
Que triste es que vivamos tan preocupados
De lo que opine otro puto ser humano
Veo algo en mí contra y me duele, me enfado
¿Pa' qué ese quiere mi vida? Desgraciado
Eso sí es duro, mi chulo
Matarte a currar pa' no tener un duro
Te llenas de oro y vives en un zulo
Y por algo propio venderías el culo
Menudo futuro le das a tus hijos
Antes que pobres, que sean pijos
Antes que ricos, que tengan valores
Hombres de verdad, no sacos de ilusiones
No me menciones, que no te respondo
Ya tengo mi vida, no está aquí de adorno
Buscando salidas, no me conformo
Con estar en la cima de esta montaña de polvo
Dame espacio, estoy cayendo
Muy despacio, hacia el infierno
Sal del barrio, vuelve al pueblo
Que no te aten más los sueños
Dame espacio, estoy cayendo
Muy despacio, hacia el infierno
Sal del barrio, vuelve al pueblo
Que no te aten más los sueños
Outro
Caer, caer
Caer, caer
Caer, caer
Caer, caer
Caer, caer
Caer, caer (GZ)
Caer, caer (GZ)
Caer, caer
CAINDO
Oh-oh, oh-oh
Outono, outono
Me dê espaço, estou caindo
Saia do bairro e volte para a aldeia
Passo a minha vida a fugir
Fugindo de algo que não consigo identificar
Por mais que eu quisesse, simplesmente não me encaixo
Estou indo embora, e repito que não preciso de ninguém, deixe-me explicar
Enriquecemos contando a miséria alheia
Romantizar nossas próprias tragédias
Crianças no litoral com sangue nas artérias
Com o mar como escudo e o dor da bandeira
Eu caí tantas vezes, que agora o fundo do poço é meu
Eu sinto frio quando acordo
Afundou no mar como tantos outros navios
Eles não voltaram e continuam desaparecidos
Perdi a fé em Deus, agora sou um bandido
No meio da noite, isso me fisgou
Com você no carro, pintando esconde-esconde
Preenchendo todo esse vazio com lama
Me dê espaço, estou caindo
Saia do bairro e volte para a aldeia
Sou como um pêndulo, oscilando de um lado para o outro
Não sei quanto a amanhã, mas hoje estou cansado
Você aprende com a vara que seu vizinho usa
Isso acaba ficando marcado para sempre
Que triste vivermos tão preocupados
O que outro ser humano maldito pensa
Vejo algo contra mim e isso dói, fico com raiva
Por que ele quer a minha vida? Seu verme
Isso é difícil, meu cafetão
Trabalhar até a morte e não ter um tostão
Você se enche de ouro e vive em um quarto minúsculo
E você venderia a sua alma por algo que fosse seu
Que futuro você está dando aos seus filhos!
Em vez de pobres, que sejam ricos
Mais do que serem ricos, eles deveriam ter valores
Homens de verdade, não sacos de ilusões
Não me mencione, ou não responderei
Eu já tenho a minha vida, ela não está aqui para enfeitar
Buscando soluções, não estou satisfeito
Estar no topo desta montanha de poeira
Me dê espaço, estou caindo
Muito lentamente, em direção ao inferno
Saia do bairro e volte para a aldeia
Não deixe que os sonhos te prendam mais
Me dê espaço, estou caindo
Muito lentamente, em direção ao inferno
Saia do bairro e volte para a aldeia
Não deixe que os sonhos te prendam mais
Outro
Outono, outono
Outono, outono
Outono, outono
Outono, outono
Outono, outono
Cair, cair (GZ)
Cair, cair (GZ)
Outono, outono