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Domaio

Hard GZ

DOMAIO

Yeah

Paseo á cadela polo muelle de Domaio
El cielo esta nubla'o, fai un frío de carallo
Non chega a diluviar, pero vai como un orballo
Bateiros dende o mar, dende cedo dando o callo

Me puse a caminar entre el monte y el cemento
El olor del mar, la salitre que trae el viento
Saludo a la vecina mientras me bajo pa'l centro
Pregunta por los niños que queremos y aún no tengo

Le miento, le digo que to'avía no es el momento
Pero en verdad me aterroriza pensar en el tiempo
Lo siento, parece que no sé vivir contento
Siempre preocupa'o por si llega y me arrepiento

Conciertos, una vida que no entiende el pueblo
Excesos, todavía me veo saliendo
Cientos de recaídas y siempre en los mismos huecos
Me pica la curiosidad cuando piso el bareto

Me llama el tío Julio, a Aldán a por los chocos
Los que acaban pardos al final somos nosotros
Él es como el padre que nunca tuvo mi padre
Tiene setenta y pico, una historia impresionante

Aguante pr'os mariñeiros que voltaron tarde
Perdieron nacimientos para que nade les falte
A 2000 Km donde no tiene a nadie
Terra nova es dura, pero también rentable

No veo a los colegas desde hace varias mareas
Recital marino, cantar das baleas
Cuando llega el Carmen, flores entre las bateas
Por los que no están, pa' que la Virgen los proteja

Soy un fulano que se ha criado en los 90s
Crecí haciendo cabañas y liándolos a paciencia
Mirando al océano es cómo pillé la conciencia
Y llevaba la ría dentro mía en la placenta

No tengo envidia del glamour de las ciudades
Ocho años en Hospi ya me dieron pa' maldades
Nadie se entera cuándo entras, cuándo sales
Quiero vivir tranquilo, entre las tempestades

Crecín á veriña do mar, ai, la-laila
O vento cantaba e pasaba, ai, la-laila
Meu pai voltaba do Sol, ai, la-la-laila
Ai, la-laila-la

Crecín á veriña do mar, ai, la-laila
O vento cantaba e pasaba, ai, la-laila
Meu pai voltaba do Sol, ai, la-la-laila
Ai, la-laila-la

Domaio

É

Passeio com a cadela pelo cais de Domaio
O céu tá nublado, faz um frio do caralho
Não chega a diluviar, mas tá como um orvalho
Pescadores do mar, desde cedo dando o callo

Comecei a andar entre o mato e o cimento
O cheiro do mar, a maresia que traz o vento
Saúdo a vizinha enquanto desço pro centro
Pergunta pelos filhos que queremos e ainda não tenho

Eu minto, digo que ainda não é o momento
Mas na verdade me apavora pensar no tempo
Sinto muito, parece que não sei viver contente
Sempre preocupado se chega e me arrependo

Shows, uma vida que o povo não entende
Excessos, ainda me vejo saindo
Centenas de recaídas e sempre nos mesmos buracos
A curiosidade me pica quando piso o bar

Me chama o tio Julio, a Aldán pra pegar os chocos
Os que ficam marrons no final somos nós
Ele é como o pai que meu pai nunca teve
Tem setenta e poucos, uma história impressionante

Força pros marinheiros que voltaram tarde
Perderam nascimentos pra que ninguém falte
A 2000 km onde não tem ninguém
Terra nova é dura, mas também dá grana

Não vejo os amigos desde várias marés
Recital marinho, cantar das baleias
Quando chega o Carmen, flores entre as bateas
Pelos que não estão, pra que a Virgem os proteja

Sou um cara que cresceu nos anos 90
Cresci fazendo cabanas e enrolando na paciência
Olhando pro oceano foi como peguei a consciência
E levava a ria dentro de mim na placenta

Não tenho inveja do glamour das cidades
Oito anos em Hospi já me deram pra maldades
Ninguém percebe quando entra, quando sai
Quero viver tranquilo, entre as tempestades

Cresci à beira do mar, ai, la-laila
O vento cantava e passava, ai, la-laila
Meu pai voltava do Sol, ai, la-la-laila
Ai, la-laila-la

Cresci à beira do mar, ai, la-laila
O vento cantava e passava, ai, la-laila
Meu pai voltava do Sol, ai, la-la-laila
Ai, la-laila-la