MANTECA (part. Dirty Suc)
Yeah, yeah, yeah, yeah
Lo-lo-lo-lo
Es LACOSTA
Yeah, yeah
Yeah, yeah
Tengo los ojos en la mantequilla (yeah)
Necesito más indiba para esta costilla (yeah)
Este mundo quiere verme como de rodillas
Acompaña'o de las ratas en la alcantarilla (ah)
Fariña, aunque nos castigue Calao de Camiña
Mira a ver en qué tierra plantas tu semilla (yeah)
Pero al menos que la finca sea de media milla (yeah)
Con vistas al horizonte para cuando brilla (no, no)
Respira, todos perseguimos la misma mentira (eh)
Algo que nos han impuesto desde que te crías
Al fin y al cabo, pa'l sistema somos mercancía (eh)
Mientras tanto, el algoritmo haciendo que sonrías
Son Rías Baixas, no hay pa' tonterías (no)
Los chavales van pasando por la cofradía (no)
Ah, este año no hay pa' lotería
Solo puedo confiar en mis espectativas (yeah, yeah)
Pa' los chavales de la aldea que no ven salida
Que cuidan de la abuela que ahora va con silla (eh)
No hay pensión pa' residencia ni pa' las pastillas
Y trabajan conduciendo, poniendo masilla
Si yo paso miedo, no me imagino vosotros (no)
Pero todos sonreímos cuando toca foto
Estoy a punto de borrar las redes sociales
Para verme con careta solo en Carnavales
Todos somos diferentes, aquí no hay iguales (no)
Que no te venda la tele lo que tú ya sabes (ya sabes)
Sobre [?] en la red, pretende que compares
Si te da por pensar que igual tú no vales
Todo es digno en la vida mientras lo trabajes
No pierdas el foco y no te relajes (oh, oh)
Pero, sobre todo, nunca te rebajes
Haz lo que te haga feliz aunque nunca encajes
En tiempos de mentira, la verdad nos hizo hombres
Lejos de ti no sé estar, lejos de la mar
Como mancha'o por el Prestige, loco, nunca máis
Un beso pa' todas las madres que perdieron hijos
Y a los hijos que ya perdieron a su mamá
Pa' los que siempre dan la cara
Al fin y al cabo, irmao, nunca choveu que non escampara
Por las buenas, buenos, y por las malas, a malas
Nunca dejé que un hijoputa me cortara las alas, eh
Los niños quieren progresar, no obedecer
Por eso no les gusta hablar, si lo ven, no ven
No hay miedo, solo ganas de comer
Y el que se marcha es pa' volver
Tengo los dedos en la manteca, ah
Tengo mi nombre limpio en la yeca
No vale lo que tienes, solo quien te respeta
Son atletas, expertos esquivando secretas
Y, ven el vaso medio lleno aunque esté vacío
To' los días de verano con el cora frío
Ellos me ven como números y yo me veo como Pulgarcito
Les hice el lío y me llené de chito
En tiempos de mentira, la verdad nos hizo hombres
MANTECA (part. Dirty Suc)
É, é, é, é
Lá-lá-lá-lá
É LACOSTA
É, é
É, é
Tô de olho na manteiga (é)
Preciso de mais indiba pra essa costela (é)
Esse mundo quer me ver de joelhos
Acompanhado das ratas na sarjeta (ah)
Fariña, mesmo que o Calao de Camiña nos castigue
Olha bem em que terra você planta sua semente (é)
Mas pelo menos que a fazenda seja de meia milha (é)
Com vista pro horizonte pra quando brilha (não, não)
Respira, todos perseguimos a mesma mentira (eh)
Algo que nos impuseram desde que você nasceu
No fim das contas, pro sistema somos mercadoria (eh)
Enquanto isso, o algoritmo faz você sorrir
São Rías Baixas, não tem pra besteira (não)
Os moleques vão passando pela irmandade (não)
Ah, esse ano não tem pra loteria
Só posso confiar nas minhas expectativas (é, é)
Pra os moleques da aldeia que não veem saída
Que cuidam da avó que agora vai de cadeira (eh)
Não tem pensão pra residência nem pras pílulas
E trabalham dirigindo, colocando massa
Se eu passo medo, não imagino vocês (não)
Mas todos sorrimos quando é hora da foto
Tô quase apagando as redes sociais
Pra me ver de máscara só no Carnaval
Todos somos diferentes, aqui não tem iguais (não)
Não deixe a TV te vender o que você já sabe (já sabe)
Sobre [?] na rede, tenta que você compare
Se você pensar que talvez não vale
Tudo é digno na vida enquanto você trabalhar
Não perca o foco e não relaxe (oh, oh)
Mas, acima de tudo, nunca se rebaixe
Faça o que te faz feliz mesmo que nunca encaixe
Em tempos de mentira, a verdade nos fez homens
Longe de você não sei ficar, longe do mar
Como manchado pelo Prestige, louco, nunca mais
Um beijo pra todas as mães que perderam filhos
E pros filhos que já perderam suas mães
Pra quem sempre dá a cara
No fim das contas, irmão, nunca choveu que não escampara
Pelas boas, bons, e pelas más, a más
Nunca deixei que um filho da puta cortasse minhas asas, eh
As crianças querem progredir, não obedecer
Por isso não gostam de falar, se veem, não veem
Não há medo, só vontade de comer
E quem vai embora é pra voltar
Tô com os dedos na manteiga, ah
Tô com meu nome limpo na yeca
Não vale o que você tem, só quem te respeita
São atletas, especialistas em esquivar das secretas
E, vê o copo meio cheio mesmo que esteja vazio
Todos os dias de verão com o coração frio
Eles me veem como números e eu me vejo como Pulgarcito
Fiz a bagunça e me enchi de chito
Em tempos de mentira, a verdade nos fez homens