Ojo de Culebra
Tu cuerpo va cargando cadenas,
cadenas de todos los tiempos,
ciruelo, ojo de culebra,
tu frente que en el rostro porta tus penas
Alíviame, de la mala palabra,
la sombra, de tu pensamiento,
tu labio, pon tu mano en mi tiempo
liberando con tu beso, mi condena...
Se me cae, se me cae, como a la culebra
yo lo tiro, yo lo tiro, todo este rencor
Se me cae, se me caen, esas falsedades
Así yo me limpio también del dolor
Dame tu boca, tu palabra retumba,
viento de noviembre, que arrastra tu piel
Dame tu mano, que en tu brazo me muevo,
cimbrame en el suelo, donde esta tu merced
Óyelo mi madre, óyelo mi madre
Óyelo mi hermana, óyelo mi hermana
Óyelo este hijo, óyelo este hijo, de mis entrañas
Óyelo mi madre, óyelo mi madre
Óyelo mi hermana, mi hermana
Óyelo este hijo, de mis entrañas
Óyelo este hijo de mis entrañas,
óyelo, óyelo, óyelo, óyelo, óyelo, óyelo
Se me cae, se me cae, como a la culebra
yo lo tiro, yo lo tiro, todo este rencor
Se me cae, se me caen, esas falsedades
Y así yo me limpio también del dolor
Dame tu boca tu palabra retumba,
viento de noviembre, que arrastra tu piel
Dame tu mano, que en tu brazo me muevo,
cimbrame en el suelo, donde esta tu merced
Óyelo mi madre,
Óyelo mi hermana,
Óyelo este hijo de mis entrañas
Óyelo mi madre,
Óyelo mi hermana,
Óyelo este hijo, de mis entrañas
óyelo, óyelo, óyelo, mi madre...
Olho de Cobra
Seu corpo vai carregando correntes,
correntes de todos os tempos,
ameixa, olho de cobra,
teu rosto que traz as tuas penas.
Alivia-me, da má palavra,
a sombra, do teu pensamento,
teu lábio, coloca tua mão no meu tempo
liberando com teu beijo, minha condenação...
Cai, cai, como a cobra
eu jogo fora, eu jogo fora, todo esse rancor.
Cai, caem, essas falsidades.
Assim eu me limpo também da dor.
Dá-me tua boca, tua palavra ressoa,
vento de novembro, que arrasta tua pele.
Dá-me tua mão, que no teu braço me movo,
balança-me no chão, onde está tua graça.
Escuta, minha mãe, escuta, minha mãe.
Escuta, minha irmã, escuta, minha irmã.
Escuta este filho, escuta este filho, das minhas entranhas.
Escuta, minha mãe, escuta, minha mãe.
Escuta, minha irmã, minha irmã.
Escuta este filho, das minhas entranhas.
Escuta este filho das minhas entranhas,
escuta, escuta, escuta, escuta, escuta, escuta.
Cai, cai, como a cobra
eu jogo fora, eu jogo fora, todo esse rancor.
Cai, caem, essas falsidades.
E assim eu me limpo também da dor.
Dá-me tua boca, tua palavra ressoa,
vento de novembro, que arrasta tua pele.
Dá-me tua mão, que no teu braço me movo,
balança-me no chão, onde está tua graça.
Escuta, minha mãe,
Escuta, minha irmã,
Escuta este filho das minhas entranhas.
Escuta, minha mãe,
Escuta, minha irmã,
Escuta este filho, das minhas entranhas.
escuta, escuta, escuta, minha mãe...
Composição: Lila Downs / Paul Cohen