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NM Cypher (part. Camila Rocha, Arielly Oliveira e Lady Laay)

Lili Bélica

Letra

    Problema é seu se comeu e não gostou
    Deve ser porque sua garganta travou
    Aqui tem soul, aqui tem flow
    As nordestina tavam lá, você que não notou
    Aqui não tem projac, aqui só tem kojak
    E depois dessa cypher é melhor tomar um prozac
    Após é grave, meto os grave e grave essa track
    Só tem cumadi nervosa, sem folga pra moleque
    Vocabulário leque, te colocando em cheque
    Mate, nos beat, vont, fi dos cabrunco
    Treme agora nos meus volts
    Bate cabeça, ladrona, na embolada boladona
    Frite suas palmas com dendê e óleo de mamona
    Da porra toda, aqui chegou as dona
    Respeita as paraíba, que isso aqui num é zona

    A vingança é minha, é, então escolho as carta
    Marco as vítima, marco as cartas
    No beat, o crata
    Paz é cara, boy
    A vida é ingrata, boy
    Sem ação de graça
    Aqui é estigmata from nordeste, nata litoral, leste
    Tô intacta, isso é abracadabra
    E nossa mágica dispara na calada, balas e granadas
    As recatadas abrindo o placar, que nem marta
    Parelho e os de porto vão para o raio que o parta
    Cê não pediu? Hashtag partiu, ãh
    Toda oposição cê não chama de covil?
    Então vem que tô a mil
    Sepultei meu lado servil
    Aqui é mais que uísque e red bull, tênis nike e fuzil
    Prá, prá
    Daria um filme

    Mic na mão, disposição
    Muito talento, manter o pé no chão
    Por ser mulher, sou duas vezes cobrada
    Então não brinca, ladrão, presta atenção
    Não nego o meu flow quando ameaçada no jogo
    Solto a rima, sutil, nordestina
    Amedronto, não perco a linha
    Faço o que eu quero e nem vem com migué
    Beat do crata mostrando quem é
    Desacredita no "oxente" da gente
    Mas tremeu nos versos conscientes
    Só eu sei da luta, de quanto sofri pra chegar até aqui
    Só eu sei do suor, das portas fechadas que tive que abrir
    Por ser mulher, por ser mãe solteira
    Com garra eu vou, não tem brincadeira
    Não levo problemas pra casa, mané
    Por minhas rimas muitos tão de pé
    Já que entrei no jogo, se entrei, o foco é ganhar
    Desse mundo louco, nessas cordas bambas que tive que andar
    Aguentei os nomes que me deram para me fazer parar
    Já fui santa, fui puta na boca dos mc's que minha voz quis comprar
    Dei a volta por cima, mostrei atitude e também meu valor
    Hoje sou negra soul, representando alagoas no flow

    Trampo a todo vapor, fazendo meu nome
    Por mérito meu, não na sombra de um homem
    Não ser conhecida por mulher de fulano
    Mas que arrombo porta e rasgo os pano
    E prossigo dando continuidade ao pesado legado de dina di
    Onde a presença feminina só é incentivada na entrada free
    Usadas como isca na pista pra atrair mais pagante pro baile
    Mas sempre excluídas da programa do palco e das lines
    Escanteiam nosso corre, ignoram nossa existência
    Ser mulher no hip hop, acima de tudo, requer resistência
    Com excelência, flow sapiência
    É conteúdo e talento, evidência
    Boca de falador calo mostrando competência
    Hey, machista, vem cá, me diz o motivo de tanto ódio
    Já sei: Desespero e medinho de ver os homem perdendo o lugar no pódio
    Cansada de explicar o óbvio, rima machista vou levar a óbito
    Pernambucana, invadindo sem freio, sem pano, a rodeio
    Atropelo o misógino

    Atropelo o misógino
    Atropelo o misógino


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