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Sen de Pedra

Lilith (Polônia)

Dom Z Kamieni

W wietrze b³±dz± my¶li me
W d³oniach mych p³omienie
W oczach b³yszczy czarna noc
Marzeñ mych spe³nienie

Ogród wonny pe³en ró¿
¬róde³ ch³odnych cichy szept
Lodowatej wody dotyk
Zmywa z cia³a grzech

Nie czuj±c nic przemierzam
Nieskoñczono¶æ martwych ³±k
Za mn± zosta³ dawny czas
Czym jest dobro czym jest z³o

W sercu gra pradawny duch
Deszczem niebo p³acze
Cisza wokó³ boli mnie
I kolorów nie zobaczê

Kamieñ zimn± skórê ma
Martwy kiedy¶ bia³y bez
Wokó³ tysi±c twarzy z³ych
Nago¶æ moich ³ez

¦nieg ciê¿ki jak o³ów
Uderza smutn± twarz
Nie topnieje na mej piersi
Ju¿ nie pierwszy raz

W p³aszczu d³ugim kryjê siê
Ciê¿kim jak noc samotna
Kwiaty wokó³ usychaj±
Brak im ³ez mych kropli

Nie ogl±dam siê za siebie
Tam gdzie demon stary ¶pi
Smok co krwawym ogniem zionie
Pal±c moje sny

Wiatr skrzyd³ami przeci±³ mg³ê
Lec±c tu¿ nad sercem mym
Czym jest dobro czym jest z³o
P³onie stos minionych chwil

Nie wiem czy powstanê znów
Jak z popio³ów swoich Fenix
Z grobu zimnych marzeñ mych
I zatañczê taniec ziemi

Kamieñ zimn± skórê ma
Martwy kiedy¶ bia³y bez
Wokó³ tysi±c twarzy z³ych
Nago¶æ moich ³ez

¦nieg ciê¿ki jak o³ów
Uderza smutn± twarz
Nie topnieje na mej piersi
Ju¿ nie pierwszy raz

Teraz idê w góry by
Tam przed ¶wiatem ukryæ siê
Gdzie samotny dom z kamieni
Ju¿ na wieki schroni mnie

Sen de Pedra

No vento, perco meus pensamentos
Nas minhas mãos, chamas
Nos olhos brilha a noite escura
A realização dos meus sonhos

Jardim perfumado cheio de rosas
Fontes frias, um sussurro suave
O toque da água gelada
Remove do corpo o pecado

Sem sentir nada, eu caminho
A eternidade de campos mortos
Atrás de mim, ficou o tempo antigo
O que é o bem, o que é o mal

No coração toca um espírito ancestral
A chuva faz o céu chorar
O silêncio ao redor me machuca
E não verei mais cores

A pedra tem a pele fria
Morta, um dia, branca como o lírio
Ao redor, mil rostos malignos
A nudez das minhas lágrimas

A neve pesada como chumbo
Bate em meu rosto triste
Não derrete em meu peito
Já não é a primeira vez

No manto longo, me escondo
Pesado como a noite solitária
As flores ao redor murcham
Faltam minhas lágrimas

Não olho para trás
Onde o velho demônio dorme
O dragão que cospe fogo sangrento
Queima meus sonhos

O vento cortou a névoa com asas
Voando bem acima do meu coração
O que é o bem, o que é o mal
Queima a pilha de momentos passados

Não sei se vou ressurgir
Como a Fênix de minhas cinzas
Do túmulo dos meus sonhos frios
E dançarei a dança da terra

A pedra tem a pele fria
Morta, um dia, branca como o lírio
Ao redor, mil rostos malignos
A nudez das minhas lágrimas

A neve pesada como chumbo
Bate em meu rosto triste
Não derrete em meu peito
Já não é a primeira vez

Agora vou para as montanhas
Para me esconder do mundo
Onde uma casa solitária de pedras
Já me abrigará para sempre

Composição: