La serenata
Mírale detrás del brazo a ver si tiene algo de mí
Ya no se pone a remojo aunque se muera de calor
Y aunque queden las canciones que en su día le escribí
Ella me ha dejado ir
Por lo tanto que lloró
Me dolió tanto la marcha que nunca reverdecí
Nunca quise su esqueleto y acabé de enterrador
Y los dieciséis de junio sangrarán hasta plañir
¿Tiene usted algo que decir?
Me cuesta decir adiós
Yo a este lado del tabique, tú tapiando nuestro amor
Yo hasta arriba de cacique, tú hasta arriba de jazmín
Si nos sacan otra ronda yo me embriago de tu olor
Medio loco y sin razón
Dentro de mi cuchitril
Y cuando quede el Sol medio despierto
Cuando no nos quede nada
Y cuando deje to' patas arriba
No me des la serenata
Pues, venga, dale matarile
Que en este desfile no nos quedará
Pero nada, de nada
Tan solo migajas de aquel trashumar
Y si la ves que no se ríe
Entre lágrimas, dile que venga a llorar
Que la espero entreabierto
Y que este desierto se vuelva un lagar
Hasta siempre, compañera, que me maten si mentí
A Serenata
Olha pra trás do braço pra ver se tem algo de mim
Já não se molha mais, mesmo que morra de calor
E mesmo que fiquem as canções que um dia eu escrevi
Ela me deixou ir
Por tudo que chorou
Me doeu tanto a partida que nunca mais floresci
Nunca quis seu esqueleto e acabei de coveiro
E os dezesseis de junho vão sangrar até chorar
Você tem algo a dizer?
Me custa dizer adeus
Eu deste lado da parede, você tapando nosso amor
Eu cheio de chefe, você cheia de jasmim
Se nos derem outra rodada eu me embriago do seu cheiro
Meio louco e sem razão
Dentro do meu barraco
E quando o Sol ficar meio acordado
Quando não nos restar nada
E quando deixar tudo de pernas pro ar
Não me dê a serenata
Pois, vai, manda ver
Que nesse desfile não vai sobrar
Mas nada, de nada
Apenas migalhas daquele trashumar
E se você a ver que não ri
Entre lágrimas, diga pra ela vir chorar
Que eu a espero entreaberto
E que esse deserto se torne um lagar
Até sempre, companheira, que me matem se eu menti