395px

Dançam

Linyeras Cru

Bailan

Mamá, es de caradura estar triste
Después de lo que chocha de la vida hiciste
Sé que no soy quien vos quisiste
Pero estamos a mano, yo quise que fueses una buena madre y no lo fuiste

Hay maneras sutiles de utilizar la fuerza bruta
¿Sabes, viejo? Ya no me digas que obtuve el mismo cariño
Que mis hermanos, que mi complejo de inferioridad
Está lejos de opinar lo mismo, hijo de puta

Fumando porro hasta el enojo y quien ni se quejó
Cuando el psiquiatra me drogó hasta las orejas y a su antojo
Compartir la sangre con ustedes da vergüenza ajena
Por eso más de una vez analice cortarme las venas

No sé como sentirme
Como discernir los saludos en el día de mi cumpleaños
Si son afectuosos pa' que siga firme
O quieren festejar que estoy un año más cerca de morirme

Servime más café y es que ya no hay buena fe
Ya no hay quien zafe, la verdad que solo me fío
A que sí quiero cariño pasajero
Sabiendo que me lo van a echar en cara, me voy para el puterío

Y quiero dos trenes de loca en poses que provocan
Para olvidar que quisieron joderme pinchando mis globos
Dejando en mi cuerpo vudú, cuantas agujas había
Aja, pero se olvidaron de coserme la boca

Dicen que la venganza nunca es buena
Dicen que mata el alma y la envenena
¿O no, nena? Que es un plato que se sirve frío, sabelo
Las malas lenguas también dicen que tiene gusto a crema del cielo

No llego a la Heineken, ¿Y qué? No dejo de pensar en verde
En deber beber de verdad, necesito un cambio urgente
Pero otra vez se fue el día jugando con el espejo
Al que se ríe primero pierde

Me estoy cogiendo a la que no amo
Y a la que amo se la está cogiendo otro
Te amo y no quiero cagarte
Pero tampoco sos la única ruta que quiero transitar en mi moto

Sangre, mierda y escupidas en el inodoro
Hambre, hierbas y metidas mientras me echo un cloro
Un huerto, las escobas, pensás que soy un asco
Y eso que no viste el lugar de donde salen mis trovas

Un cuento las emboba, y a veces hasta un chiste malo (Ja)
Que le vamo' a hacer, son rameras
Es la amargura de un viva la pepa
Estuve en el ojo del huracán y lo hice alucinar a mi manera

Cuando me canso voy a dónde nadie interfiere
A dónde habita un nene en el que creían muerto, pero no
Estaba jalando Poxyran en plaza Miserere
Escapando de la Flia y que nadie se entere

Que su novia es un hada, a ella le fascina la merca
Ella labora en un puticlub a un par de cuadras cerca
A ella le gusta quien con derecho la cela
Pero se pinta los labios del color que le gusta a la clientela

Ella también sin noticias de él y a la hora del primer coger
Nunca llegaron los relojes
Ella estuvo deshojando margaritas, se cansó
Se tomó unos margaritas y se fue pa' que la deshojen

Bailan, las hadas bailan
Las hadas y las brujas bailan, yo las vi
En pollerita y tacos altos mueven ese lomazo
Y en su mano, una lata de Speed

Bailan, las hadas bailan
Las hadas y las brujas bailan, yo las vi (yo las vi)
En pollerita y tacos altos (en pollerita y taco')

Y como el marzo, escribo sin parar para no pegarme un tiro
El porro huele a pis de paragua', pa' comer hay reviro
Mis sesos y los excesos se quieren Y quieren exceso de sexo fumado

Ya no puedo distinguir si está bien o mal
Que no pueda completar 24 horas sin estar drogado
Ya no puedo distinguir si está bien o mal
Que no pueda completar 24 horas bien

Avente un deseo de socorro al agua
Aguantando el nervio de perseguido como quien perpetra
Funciona, dicen que funciona pero
Tengo la leve sospecha de que el mar no entendió mi letra

¿Qué intenté con Cristo?
Intenté contactarme con su viejo, pero solo tira el visto
El otro dijo: Hijo, de este pan come
La línea que separaba lo bello de lo macabro me la tomé

Ella es ligera como pluma, tiesa como tabla
Y en el habla, tiene como un toque ancestral
Sin tacto, pero sé quedar intacto
Entramos contacto carnal en pleno plano astral

Se acordará ella cuando éramos la dama y el vago
Si pudiese elegir un placer para llevarme al otro lado
'Taría entre la sensación de penetrarte
Y la cara de atorranta que pones cuando lo hago

Hay un cascote en mi zapato
Y con los ruidos de mi panza, creas o no, no hubo perdiz
Ando descalzo sobre los cristales de un roto portarretratos
De lo que fue una familia feliz

Bailan, las hadas bailan
Las hadas y las brujas bailan, yo las vi
En pollerita y tacos altos mueven ese lomazo
Y en su mano, una lata de Speed

Bailan, las hadas bailan
Las hadas y las brujas bailan, yo las vi (Yo las vi)
En pollerita y tacos altos (En pollerita y taco')

(Ligera como pluma, tiesa como tabla)
(Ligera como pluma, tiesa como tabla)
(Ligera como pluma, tiesa como tabla)
(Ligera como pluma, tiesa como tabla)

Dançam

Mãe, é uma cara de pau estar triste
Depois de tudo que você fez na vida
Sei que não sou quem você quis
Mas estamos quites, eu queria que você fosse uma boa mãe e não foi

Tem maneiras sutis de usar a força bruta
Sabe, velho? Não me diga mais que eu recebi o mesmo carinho
Que meus irmãos, que meu complexo de inferioridade
Está longe de pensar o mesmo, filho da puta

Fumando um baseado até ficar puto e quem nem reclamou
Quando o psiquiatra me drogou até as orelhas e a seu bel-prazer
Compartilhar o sangue com vocês dá vergonha alheia
Por isso mais de uma vez pensei em me cortar

Não sei como me sentir
Como discernir os cumprimentos no dia do meu aniversário
Se são afetuosos pra eu continuar firme
Ou querem comemorar que estou um ano mais perto de morrer

Me serve mais café que já não há boa fé
Já não tem quem escape, a verdade é que só confio
Que sim, quero carinho passageiro
Sabendo que vão me jogar na cara, eu vou pro puterío

E quero dois trens de louca em poses que provocam
Pra esquecer que tentaram me foder estourando meus balões
Deixando no meu corpo vudu, quantas agulhas havia
Aha, mas esqueceram de costurar minha boca

Dizem que a vingança nunca é boa
Dizem que mata a alma e a envenena
Ou não, neném? Que é um prato que se serve frio, saiba
As más línguas também dizem que tem gosto de creme do céu

Não chego na Heineken, e daí? Não paro de pensar em verde
Em dever beber de verdade, preciso de uma mudança urgente
Mas de novo o dia se foi brincando com o espelho
Quem ri primeiro perde

Estou transando com quem não amo
E quem eu amo está transando com outro
Te amo e não quero te trair
Mas você também não é a única estrada que quero percorrer na minha moto

Sangue, merda e cuspe no vaso
Fome, ervas e metidas enquanto me jogo um cloro
Um jardim, as vassouras, você acha que sou um nojo
E isso que você não viu o lugar de onde saem minhas trovas

Um conto as emboba, e às vezes até uma piada ruim (Haha)
O que vamos fazer, são prostitutas
É a amargura de um viva la pepa
Estive no olho do furacão e fiz alucinar do meu jeito

Quando me canso vou pra onde ninguém interfere
Pra onde habita um menino que achavam morto, mas não
Estava usando Poxyran na praça Miserere
Fugindo da família e que ninguém fique sabendo

Que sua namorada é uma fada, ela adora a merca
Ela trabalha em um puticlub a algumas quadras perto
Ela gosta de quem com direito a ciúmes
Mas pinta os lábios da cor que agrada a clientela

Ela também sem notícias dele e na hora do primeiro sexo
Nunca chegaram os relógios
Ela estava desfolhando margaridas, se cansou
Tomou uns margaritas e foi pra que a desfolhem

Dançam, as fadas dançam
As fadas e as bruxas dançam, eu as vi
De saia e salto alto movem esse corpão
E na mão, uma lata de Speed

Dançam, as fadas dançam
As fadas e as bruxas dançam, eu as vi (eu as vi)
De saia e salto alto (de saia e salto)

E como em março, escrevo sem parar pra não me dar um tiro
O baseado cheira a xixi de guarda-chuva, pra comer tem reviro
Meus miolos e os excessos querem e querem excesso de sexo fumado

Já não consigo distinguir se está certo ou errado
Que não consiga completar 24 horas sem estar drogado
Já não consigo distinguir se está certo ou errado
Que não consiga completar 24 horas bem

Avente um desejo de socorro ao mar
Aguentando o nervo de perseguido como quem perpetra
Funciona, dizem que funciona mas
Tenho a leve suspeita de que o mar não entendeu minha letra

O que tentei com Cristo?
Tentei me conectar com seu velho, mas só ignora
O outro disse: Filho, deste pão come
A linha que separava o belo do macabro eu tomei

Ela é leve como pena, rígida como tábua
E na fala, tem um toque ancestral
Sem tato, mas sei ficar intacto
Entramos em contato carnal em pleno plano astral

Ela vai se lembrar quando éramos a dama e o vagabundo
Se pudesse escolher um prazer pra me levar pro outro lado
Estaria entre a sensação de te penetrar
E a cara de atorranta que você faz quando eu faço

Tem um caco no meu sapato
E com os barulhos da minha barriga, acredite ou não, não houve perdiz
Ando descalço sobre os cristais de um porta-retratos quebrado
Do que foi uma família feliz

Dançam, as fadas dançam
As fadas e as bruxas dançam, eu as vi
De saia e salto alto movem esse corpão
E na mão, uma lata de Speed

Dançam, as fadas dançam
As fadas e as bruxas dançam, eu as vi (eu as vi)
De saia e salto alto (de saia e salto)

(Leve como pena, rígida como tábua)
(Leve como pena, rígida como tábua)
(Leve como pena, rígida como tábua)
(Leve como pena, rígida como tábua)

Composição: Linyeras Cru