Cuatro Campanadas
Suenan las cuatro campanadas
en el reloj de la capilla,
suena la hora de partir, mi amor;
sé que te alejas sin decirme adiós.
Pronto amanece un nuevo día,
muy sola queda el alma mía,
pronto te marcharás,
sé que me dejarás.
¿Por qué, por qué, mi amor?
Cuando pase el tiempo, no tendrás para mí
nada, ni el recuerdo que en tu vida existí.
Vivirás ausente sin saber que espero,
sin saber que quiero adorarte o morir.
Sé que nadie, nadie, te podrá convencer,
sé, también que nunca pensarás en volver;
se unirán mis manos para orar en vano
porque tu retorno jamás he de ver.
¡Cuánto silencio hay en la casa!
Se oyen las cuatro campanadas;
esas campanadas lentas del reloj
hieren mis oídos con su cruel din-dón.
Sólo te alejas por no verme,
solo me dejas para siempre
con mi dolor atroz
quebrándose en mi voz
que muere en el adiós.
Quatro Badaladas
Soam as quatro badaladas
no relógio da capela,
soou a hora de partir, meu amor;
sabia que você ia embora sem me dizer adeus.
Logo amanhece um novo dia,
minha alma fica tão sozinha,
logo você vai se embora,
sabia que você me deixaria.
Por que, por que, meu amor?
Quando passar o tempo, você não terá para mim
nada, nem a lembrança de que eu existi na sua vida.
Você viverá ausente sem saber que eu espero,
sabendo que eu quero te adorar ou morrer.
Sei que ninguém, ninguém, vai te convencer,
sei também que você nunca vai pensar em voltar;
minhas mãos se unirão para orar em vão
porque seu retorno eu nunca verei.
Quanta solidão há na casa!
Ouvem-se as quatro badaladas;
essas badaladas lentas do relógio
ferem meus ouvidos com seu cruel din-don.
Só você se afasta para não me ver,
só me deixa para sempre
com minha dor atroz
quebrando-se na minha voz
que morre no adeus.