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Feitiço

Lito Bayardo

Gualicho

Cuando la tarde muriendo va
avanzas por el camino
en tu mulita serrana
mi divina paisana
que al pasar conocí.
Jamás he visto mujer igual
de hermosa boca encendida
y sos amor de mi vida
desde que te dije así:

Paisanita, morochita
mi florcita de alelí,
¿quién te puso en el camino
que tras tuyo he de seguir?
¿Es acaso la mirada
de tus ojos o es tu voz?
que me atrae, que me domina,
que me vence... ¡y tuyo soy!...

Yo fui rebelde para el amor
y en mi vagar errabundo
libé en la flor de mil bocas
y he saciado en mi copa
ésta sed de querer.
Y se detuvo mi paso al fin
frente a tu imagen querida
y fuiste amor de mi vida
desde que te dije así:

Paisanita, morochita
mi florcita de alelí,
¿quién te puso en el camino
que tras tuyo he de seguir?
¿Es acaso la mirada
de tus ojos o es tu voz?
que me atrae, que me domina,
que me vence... ¡y tuyo soy!...

Feitiço

Quando a tarde vai morrendo
você avança pelo caminho
na sua mulinha serrana
minha divina paisana
que ao passar conheci.
Nunca vi mulher igual
com a boca tão acesa
e você é o amor da minha vida
desde que te disse assim:

Paisanita, moreninha
minha florzinha de alelí,
quem te pôs no caminho
que atrás de você eu vou seguir?
É acaso o seu olhar
dos seus olhos ou é sua voz?
que me atrai, que me domina,
que me vence... e eu sou seu!...

Eu fui rebelde para o amor
e na minha vida errante
beijei a flor de mil bocas
e saciei na minha taça
essa sede de querer.
E meu passo parou enfim
frente à sua imagem querida
e você foi o amor da minha vida
desde que te disse assim:

Paisanita, moreninha
minha florzinha de alelí,
quem te pôs no caminho
que atrás de você eu vou seguir?
É acaso o seu olhar
dos seus olhos ou é sua voz?
que me atrai, que me domina,
que me vence... e eu sou seu!...