Changuito Lustrador
Changuito manos teñidas
Carita triste morena
Haciendo bombo el cajón
Endulzas tus largas penas
Chujchalo patita al campo
Huahuita humilde del pago
Grillito cantor dolido
De la plaza de Santiago
De dónde sos a nadie importa
Ni dónde comes ni dónde duermes
Que camino haces quien sabe
Tampoco a la hora en que vuelves
Me estoy mirando pasar
Desde el fondo de los años
Yo también lustre zapatos
En la plaza de Santiago
Te criaste como el ututu
Entre el monte y el camino
Sobre un caballo de palo
Galopabas tu destino
Destino de niño pobre
Y de viento campesino
Changuito de los mandados
Pa' Cuando quiera el vecino
Total tu Tata ya no está
Lejos se fue conchabado
Y vos te quedaste solo
Con un cajón en la mano
Me estoy mirando pasar
Desde el fondo de los años
Yo también lustre zapatos
En la plaza de Santiago
Changuito Lustrador
Changuito, mãos manchadas
Rosto triste moreno
Batendo no cajón
Adoçando suas longas penas
Vá, pequena patinha, para o campo
Humilde menina do povoado
Grilo cantor magoado
Da praça de Santiago
De onde você é, ninguém se importa
Nem onde você come, nem onde dorme
Que caminho você faz, quem sabe
Tampouco a hora em que volta
Estou te vendo passar
Do fundo dos anos
Eu também lustrava sapatos
Na praça de Santiago
Você cresceu como o ututu
Entre a montanha e o caminho
Montado em um cavalo de pau
Galopava o seu destino
Destino de criança pobre
E de vento camponês
Changuito dos recados
Para quando o vizinho quiser
Seu pai já não está mais aqui
Foi embora para trabalhar
E você ficou sozinho
Com um cajón na mão
Estou te vendo passar
Do fundo dos anos
Eu também lustrava sapatos
Na praça de Santiago