Para No Volverte a Ver
Calado hasta los huesos
Herido, pero no de muerte
Alicia en el espejo
Sin que nadie la despierte
No hay orden ni concierto
Es tarde para conservar la fé
Prefiero el riesgo
De mirarte desde lejos
Para no volverte a ver
Gusanos en la cafetera
Y tablas en el ajedrez
Dos noches en la carretera
Para no volverte... A ver
Para no volverte a ver
Los tiempos de la guerra
Pasaron, pero muy despacio
Tapamos las goteras
Con la palma de las manos
No hay norte sin estrella
Perdido por ciudades de papel
Contra las cuerdas
He bajado la cabeza
Para no volverte a ver
No queda nada en la nevera
El vino de la última vez
Me marcho con las botas puestas
Para no volverte... A ver
Es imposible que guardemos esta canción
El estribillo quema
Y los críos no se acuerdan
Ya no sé si hay camino de vuelta
Lo enterré
Para no volverte a ver
Para no volverte a ver
Para no volverte... A ver
Para Não Te Ver Novamente
Calado até os ossos
Ferido, mas não de morte
Alicia no espelho
Sem que ninguém a desperte
Não há ordem nem concerto
É tarde pra manter a fé
Prefiro o risco
De te olhar de longe
Para não te ver novamente
Vermes na cafeteira
E peças no xadrez
Duas noites na estrada
Para não te ver... Novamente
Para não te ver novamente
Os tempos de guerra
Passaram, mas devagar
Tamponamos as goteiras
Com a palma das mãos
Não há norte sem estrela
Perdido em cidades de papel
Contra as cordas
Baixei a cabeça
Para não te ver novamente
Não sobrou nada na geladeira
O vinho da última vez
Vou embora com as botas calçadas
Para não te ver... Novamente
É impossível guardarmos essa canção
O refrão queima
E as crianças não se lembram
Já não sei se há caminho de volta
Eu enterrei
Para não te ver novamente
Para não te ver novamente
Para não te ver... Novamente