Profumo Di Colla Bianca
Ombre riposano nella soffitta buia,
Tra i resti di un tempo e i ricami della luce,
Con la polvere trasformano
Libri e quaderni vecchi
E un sogno rimasto a specchiarsi nel tempo,
Tra rovine di un giocattolo.
Profumo di colla bianca, ritrovato qui,
Fantasmi vecchi e nuovi si confondono.
Mille vetri rispecchiano ricordi che un bimbo lasciò.
Raccolgo un libro di immagini sbiadite dalla realtà.
Voglia immensa di chiudere le porte sulla mia età.
Ombre riposano nella soffitta buia,
Tra i resti di un tempo che i ricami della luce
Con la polvere trasformano,
La dietro il muro il vento,
Rapisce al silenzio sospiri confusi
E voci ancora tiepide in un attimo.
Ma il profumo di colla bianca si è fermato qui,
Per regalare al vento le mie maschere.
Cheiro de Cola Branca
Sombras descansam no sótão escuro,
Entre os restos de um tempo e os bordados da luz,
Com a poeira transformam
Livros e cadernos velhos
E um sonho que ficou refletindo no tempo,
Entre as ruínas de um brinquedo.
Cheiro de cola branca, encontrado aqui,
Fantasmas velhos e novos se confundem.
Mil vidros refletem memórias que uma criança deixou.
Eu pego um livro de imagens desbotadas pela realidade.
Uma vontade imensa de fechar as portas da minha idade.
Sombras descansam no sótão escuro,
Entre os restos de um tempo que os bordados da luz
Com a poeira transformam,
Lá atrás da parede o vento,
Raptando no silêncio suspiros confusos
E vozes ainda mornas em um instante.
Mas o cheiro de cola branca parou aqui,
Para presentear ao vento minhas máscaras.
Composição: Ezio Vevey, Alberto Gaviglio