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Antissocial

LOCURA POÉTICA

Antisocial

Vengo roto
Con el alma llena de tormentas
Me sobra mundo
Me faltan ganas de hacer ver que encajo en vuestra mierda

Soy un verso suelto
Un perro flaco y viejo que muerde
Y no me busques
Que ando escondido detrás de mis propios males
Soy antisocial por defecto
Un tipo raro que no encaja en vuestras vidas

Y quemaré y romperé
Cada puerta que me digan que no puedo atravesar
No salvaré ni un puto recuerdo
Que me obligue otra vez a encajar, a perder

Tengo vicios, los míos, los únicos que saben escucharme
Aunque me maten poco a poco
Ya arranqué de cuajo las ganas de comportarme

Soy un grito sucio
Perdido entre tanta gente correcta
Un alma torpe que tropieza
Cuando ve que la vida es recta
Pero es mi vida, mi guerra, mi forma de no negociar
Soy antisocial

Nací torcido
Con la manía de romper el silencio cuando todos callan
Ando por ahí
Como quien no debe nada a nadie y aún así me señalan

Camino solo
No por orgullo
Sino porque la calma aparece, cuando desaparecen las voces que ordenan

No espero que nadie entienda mis decisiones
Soy así, brusco, directo
Y no me acostumbro a la gente que presume de vidas perfectas
Mientras yo remiendo la mía a mordiscos

Si tengo que decir algo lo suelto
Aunque reviente el aire a mi alrededor
Nunca encaje del todo
Y así aprendí a sobrevivir
Como sobreviven los que no nacieron para obedecer

Anti anti, antisocial

A veces siento que este puto mundo está hecho para otros
Para los que siguen líneas rectas
Para los que aplauden sin pensar
Para los que necesitan un líder
Porque no saben sostenerse solos

Yo no, yo avanzo tranquilo, torcido
Y cuando tropiezo me levanto con más rabia y me quedo sentado aparte del resto
Mirando como todo se derrumba
Sin tener que fingir que me duele

Llevo la rebeldía incrustada en la piel
No como una carga
Sino como la única forma de seguir respirando

Anti anti, antisocial

Me niego a plegarme
Que tiemble quien intente tocarme
Soy el que camina solo
Para sobrevivir a la tormenta que llevo dentro
Y si me provocas, prepárate
No hay consuelo en mis ojos
Solo fuego que devora todo lo que toca

Porque nací torcido
Porque vivo para romper lo que se cruza
Porque mi alma no cabe en vuestra mierda de vida organizada
No hay remordimiento, no hay explicaciones que valgan
Solo hay instinto
Solo hay deseo de romper
Solo hay yo
Y el ruido que dejo al pasar

Siempre seré antisocial
Siempre seré, antisocial
Siempre seré
Antisocial

Antissocial

Vim quebrado
Com a alma cheia de tempestades
Me sobra mundo
Me faltam ganas de fazer parecer que encaixo na sua merda

Sou um verso solto
Um cachorro magro e velho que morde
E não me procure
Que ando escondido atrás dos meus próprios males
Sou antissocial por defeito
Um cara estranho que não se encaixa nas suas vidas

E queimarei e quebrarei
Cada porta que me disserem que não posso atravessar
Não salvarei nem uma porra de lembrança
Que me obrigue outra vez a encaixar, a perder

Tenho vícios, os meus, os únicos que sabem me ouvir
Embora me matem pouco a pouco
Já arranquei de vez as ganas de me comportar

Sou um grito sujo
Perdido entre tanta gente certinha
Uma alma desajeitada que tropeça
Quando vê que a vida é reta
Mas é minha vida, minha guerra, minha forma de não negociar
Sou antissocial

Nasci torto
Com a mania de quebrar o silêncio quando todos calam
Ando por aí
Como quem não deve nada a ninguém e mesmo assim me apontam

Caminho sozinho
Não por orgulho
Mas porque a calma aparece, quando desaparecem as vozes que ordenam

Não espero que ninguém entenda minhas decisões
Sou assim, brusco, direto
E não me acostumo com a galera que se acha de vidas perfeitas
Enquanto eu remendo a minha a mordidas

Se tenho que dizer algo eu solto
Embora o ar ao meu redor estoure
Nunca encaixei totalmente
E assim aprendi a sobreviver
Como sobrevivem os que não nasceram para obedecer

Anti anti, antissocial

Às vezes sinto que esse mundo de merda foi feito para outros
Para os que seguem linhas retas
Para os que aplaudem sem pensar
Para os que precisam de um líder
Porque não sabem se sustentar sozinhos

Eu não, eu avanço tranquilo, torto
E quando tropeço me levanto com mais raiva e fico sentado longe do resto
Olhando como tudo desmorona
Sem ter que fingir que me dói

Levo a rebeldia incrustada na pele
Não como um fardo
Mas como a única forma de continuar respirando

Anti anti, antissocial

Me recuso a me dobrar
Que trema quem tentar me tocar
Sou aquele que caminha sozinho
Para sobreviver à tempestade que levo dentro
E se me provoca, prepare-se
Não há consolo nos meus olhos
Só fogo que devora tudo que toca

Porque nasci torto
Porque vivo para quebrar o que se cruza
Porque minha alma não cabe na sua merda de vida organizada
Não há remorso, não há explicações que valham
Só há instinto
Só há desejo de quebrar
Só há eu
E o barulho que deixo ao passar

Sempre serei antissocial
Sempre serei, antissocial
Sempre serei
Antissocial

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez