Cicatrices Sobre Papel
Cada puta mañana
Comienza la guerra
Mi mente me grita
Mi cuerpo se cierra
Las noches me juzgan
Los días también
Vivo peleando
Con mi propia cabeza
Y escondo el dolor
Donde la culpa me abraza
Donde la rabia me besa
Y el alma se rompe
Y me miro por dentro
Y no hay escapatoria
Soy el puto guardián
De mi propia historia
No es la calle
Es el puto peso que llevo por dentro
Es todo lo que callo
Viviendo en silencio
Mis adicciones siempre me vendieron un falso calor
Un falso amanecer
Me daban alas de humo para luego caer
Nadie comprende mi realidad
Porque mis ojos ven más allá
Donde termina la oscuridad
Donde empieza mi libertad
Y nadie entiende lo que pasa
Cuando se apaga la razón
Cuando el ruido de la mente te devora el corazón
He visto mi propia ruina
Mirándome sin miedo
Sonriendo desde el fondo de un mundo que no entiendo
Prometí cambiar, pero caigo una y otra vez
En el mismo laberinto que no sé vencer
Siempre termino prisionero de mi propia piel
Y aquí estoy escribiendo como siempre
Cicatrices sobre papel
No hay descanso
En mi mente que no para
Cada pensamiento es una bala que dispara
Me levanto roto, aunque nadie lo notara
Con la calma fingida de quien nada esperaba
Sigo luchando, aunque pierda la razón
Entre el miedo constante y mi maldita autodestrucción
Soy el juez, el acusado y la condena
El que busca la luz dentro de su propia pena
Y sigo, sigo y sigo
Aunque ya no me sienta con el alma en guerra
Y la mente violenta
Voy cayendo
Voy subiendo
Voy rompiendo lo que siento
No hay salida
No hay descanso
Solo heridas
Solo guerra
Solo ruina
Si toda pesa
Todo grita
Todo rompe
Todo miente
Todo vive en mi cabeza repitiéndose de frente
Si algún día me salvo será de mí mismo
Porque el infierno real vive en mi abismo
No descanso
No me apago
No me rindo
No me calmo
No me salvo
No me olvido
No me pierdo
Y aunque el miedo me respire
Justo detrás de la nuca
Sigo firme entre mis ruinas
Aunque mi alma se derrumbe
Y aunque duela lo que siento
No lo cambio por consuelo
Porque al menos lo que sufro
Es lo único que es real por dentro
Cicatrizes Sobre Papel
Cada maldita manhã
Começa a guerra
Minha mente grita
Meu corpo se fecha
As noites me julgam
Os dias também
Vivo lutando
Com minha própria cabeça
E escondo a dor
Onde a culpa me abraça
Onde a raiva me beija
E a alma se despedaça
E me olho por dentro
E não há saída
Sou o maldito guardião
Da minha própria história
Não é a rua
É o peso que carrego por dentro
É tudo que calo
Vivendo em silêncio
Minhas adições sempre me venderam um calor falso
Um amanhecer falso
Me davam asas de fumaça pra depois eu cair
Ninguém entende minha realidade
Porque meus olhos veem além
Onde termina a escuridão
Onde começa minha liberdade
E ninguém entende o que acontece
Quando a razão se apaga
Quando o barulho da mente devora o coração
Eu vi minha própria ruína
Me olhando sem medo
Sorrindo do fundo de um mundo que não entendo
Prometi mudar, mas caio uma e outra vez
No mesmo labirinto que não sei vencer
Sempre termino prisioneiro da minha própria pele
E aqui estou escrevendo como sempre
Cicatrizes sobre papel
Não há descanso
Na minha mente que não para
Cada pensamento é uma bala que dispara
Me levanto quebrado, embora ninguém perceba
Com a calma fingida de quem nada esperava
Continuo lutando, mesmo perdendo a razão
Entre o medo constante e minha maldita autodestruição
Sou o juiz, o acusado e a condenação
Aquele que busca a luz dentro da própria dor
E sigo, sigo e sigo
Embora já não me sinta com a alma em guerra
E a mente violenta
Vou caindo
Vou subindo
Vou quebrando o que sinto
Não há saída
Não há descanso
Só feridas
Só guerra
Só ruína
Se tudo pesa
Tudo grita
Tudo quebra
Tudo mente
Tudo vive na minha cabeça se repetindo na cara
Se algum dia me salvar, será de mim mesmo
Porque o inferno real vive no meu abismo
Não descanso
Não me apago
Não me rendo
Não me acalmo
Não me salvo
Não me esqueço
Não me perco
E embora o medo me respire
Bem atrás do pescoço
Continuo firme entre minhas ruínas
Embora minha alma desmorone
E embora doa o que sinto
Não troco por consolo
Porque pelo menos o que sofro
É a única coisa que é real por dentro
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez