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Cicatrices Sobre Papel

LOCURA POÉTICA

Letra

Cicatrizes Sobre Papel

Cicatrices Sobre Papel

Cada maldita manhãCada puta mañana
Começa a guerraComienza la guerra
Minha mente gritaMi mente me grita
Meu corpo se fechaMi cuerpo se cierra
As noites me julgamLas noches me juzgan
Os dias tambémLos días también

Vivo lutandoVivo peleando
Com minha própria cabeçaCon mi propia cabeza
E escondo a dorY escondo el dolor
Onde a culpa me abraçaDonde la culpa me abraza
Onde a raiva me beijaDonde la rabia me besa
E a alma se despedaçaY el alma se rompe

E me olho por dentroY me miro por dentro
E não há saídaY no hay escapatoria
Sou o maldito guardiãoSoy el puto guardián
Da minha própria históriaDe mi propia historia

Não é a ruaNo es la calle
É o peso que carrego por dentroEs el puto peso que llevo por dentro
É tudo que caloEs todo lo que callo
Vivendo em silêncioViviendo en silencio

Minhas adições sempre me venderam um calor falsoMis adicciones siempre me vendieron un falso calor
Um amanhecer falsoUn falso amanecer
Me davam asas de fumaça pra depois eu cairMe daban alas de humo para luego caer

Ninguém entende minha realidadeNadie comprende mi realidad
Porque meus olhos veem alémPorque mis ojos ven más allá
Onde termina a escuridãoDonde termina la oscuridad
Onde começa minha liberdadeDonde empieza mi libertad

E ninguém entende o que aconteceY nadie entiende lo que pasa
Quando a razão se apagaCuando se apaga la razón
Quando o barulho da mente devora o coraçãoCuando el ruido de la mente te devora el corazón

Eu vi minha própria ruínaHe visto mi propia ruina
Me olhando sem medoMirándome sin miedo
Sorrindo do fundo de um mundo que não entendoSonriendo desde el fondo de un mundo que no entiendo
Prometi mudar, mas caio uma e outra vezPrometí cambiar, pero caigo una y otra vez
No mesmo labirinto que não sei vencerEn el mismo laberinto que no sé vencer

Sempre termino prisioneiro da minha própria peleSiempre termino prisionero de mi propia piel
E aqui estou escrevendo como sempreY aquí estoy escribiendo como siempre
Cicatrizes sobre papelCicatrices sobre papel

Não há descansoNo hay descanso
Na minha mente que não paraEn mi mente que no para
Cada pensamento é uma bala que disparaCada pensamiento es una bala que dispara
Me levanto quebrado, embora ninguém percebaMe levanto roto, aunque nadie lo notara
Com a calma fingida de quem nada esperavaCon la calma fingida de quien nada esperaba

Continuo lutando, mesmo perdendo a razãoSigo luchando, aunque pierda la razón
Entre o medo constante e minha maldita autodestruiçãoEntre el miedo constante y mi maldita autodestrucción
Sou o juiz, o acusado e a condenaçãoSoy el juez, el acusado y la condena
Aquele que busca a luz dentro da própria dorEl que busca la luz dentro de su propia pena

E sigo, sigo e sigoY sigo, sigo y sigo
Embora já não me sinta com a alma em guerraAunque ya no me sienta con el alma en guerra
E a mente violentaY la mente violenta

Vou caindoVoy cayendo
Vou subindoVoy subiendo
Vou quebrando o que sintoVoy rompiendo lo que siento
Não há saídaNo hay salida
Não há descansoNo hay descanso
Só feridasSolo heridas
Só guerraSolo guerra
Só ruínaSolo ruina

Se tudo pesaSi toda pesa
Tudo gritaTodo grita
Tudo quebraTodo rompe
Tudo menteTodo miente
Tudo vive na minha cabeça se repetindo na caraTodo vive en mi cabeza repitiéndose de frente

Se algum dia me salvar, será de mim mesmoSi algún día me salvo será de mí mismo
Porque o inferno real vive no meu abismoPorque el infierno real vive en mi abismo

Não descansoNo descanso
Não me apagoNo me apago
Não me rendoNo me rindo
Não me acalmoNo me calmo
Não me salvoNo me salvo
Não me esqueçoNo me olvido
Não me percoNo me pierdo

E embora o medo me respireY aunque el miedo me respire
Bem atrás do pescoçoJusto detrás de la nuca
Continuo firme entre minhas ruínasSigo firme entre mis ruinas
Embora minha alma desmoroneAunque mi alma se derrumbe

E embora doa o que sintoY aunque duela lo que siento
Não troco por consoloNo lo cambio por consuelo
Porque pelo menos o que sofroPorque al menos lo que sufro
É a única coisa que é real por dentroEs lo único que es real por dentro

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez. Essa informação está errada? Nos avise.

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