Corazon de Mierda y Flores
Tengo un máster en cagarla a tiempo completo
Doctorado en querer lo que no me conviene
Me aplauden los demonios
Me silban los cuerdos
Soy fiel a mis vicios
Traidor de mis recuerdos
Me vendo muy caro pa' quien no me compra
Me regalo barato al primer precipicio
Brindo por mi ruina
Mi puta constancia
Por cagarla siempre con elegancia
Que me entierren vivo
Pero con estilo
Tengo experiencia en el caos y en los besos rotos
En las despedidas que saben a nada
Me creo poeta cuando estoy sangrando
Y genio incomprendido cuando no valgo pa' nada
Hecho pacto con diablos que estaban en paro
Ángeles borrachos pidiéndome fuego
Me prometí calma
Me cumplí tormenta
Soy un templo en ruina rezándole al ego
Que me perdonen los santos por no arrodillarme
Prefiero caerme que vivir sin hambre
Si todo se hunde
Que sea bailando
Con el pecho abierto y el pulso temblando
Soy y advertencia
Manual práctico de cómo perder
Voy con los dientes apretados
Con la verdad hecha metralla
Si quieren mi miedo
Que lo busquen debajo del polvo de mis batallas
Y cuando me caiga que sea hacia adentro pa' no darles el gusto de verme doblar
Que aprendí a vivir con el pulso en guerra
Y a no pedir permiso pa' respirar
Pa' respirar
Pa' respirar
Tengo el corazón lleno de mierda y de flores
Me sangra la risa
Me sobran los miedos
Me llamo problema
Me llaman desastre
Yo me llamo libre, aunque duela y arrastre
Tengo palabras que apuntan directo al pulmón
Me hice inmortal pa' durar dos asaltos
Y eterno en las ganas de no ser perdón
No me salvé, pero sigo de pie
Con más cicatrices que fe
Si todo se rompe, que rompa conmigo
Que yo ya nací del revés
Que no fui ejemplo
Pero fui verdad
Fui tormenta, fui ruido, fui hambre de más
Así que cuando hablen
Que hablen del viento
Que yo ya elegí no callar
Me voy con el pecho marcando el camino
Aunque duela
Aunque queme
Aunque tenga que arder pa' respirar
Y que no me pidan silencio a los que nunca dijeron nada
Y me den lecciones de vida a los que no salieron
Los que miran la vida desde atrás
Los que se esconden pa' no sangrar
No quiero un trono de mierda
Ni un cielo con normas
Ni que me perdonen por ser como soy
Que escriban mi nombre con ruido y con sangre
Y cuando se apague
Y el cuerpo ya no quiera gritar
Que quede mi voz dando guerra en el aire
Diciendo que no se vive a medias
Que no se sueña sin riesgo
Que no me cambien el pulso por calma
Ni la verdad por encajar
Si vine roto fue pa' romper muros
No pa' aprender a obedecer y callar
Así que brindo otra vez por mi ruina
Por mi forma torcida de amar
Si me pierdo que sea en el fuego
Pero nunca en dejar de luchar
Y si este mundo no estaba hecho pa' mí
Yo tampoco nací pa' encajar
Aunque tenga que arder
Aunque tenga que arder
Aunque tenga que arder
Pa' respirar
Pa' respirar
Pa' respirar
Pa' respirar
Pa' respirar
Coração de Merda e Flores
Tenho um mestrado em fazer merda a tempo inteiro
Doutorado em querer o que não me convém
Os demônios me aplaudem
Os sãos me assobiam
Sou fiel aos meus vícios
Traidor das minhas memórias
Me vendo muito caro pra quem não me compra
Me dou de graça no primeiro precipício
Brindo pela minha ruína
Minha puta constância
Por fazer merda sempre com elegância
Que me enterrem vivo
Mas com estilo
Tenho experiência no caos e nos beijos quebrados
Nas despedidas que não significam nada
Me acho poeta quando estou sangrando
E gênio incompreendido quando não valho nada
Fechei pacto com diabos que estavam desempregados
Anjos bêbados me pedindo fogo
Prometi calma
Cumpri tormenta
Sou um templo em ruínas rezando pro ego
Que os santos me perdoem por não me ajoelhar
Prefiro cair do que viver sem fome
Se tudo afundar
Que seja dançando
Com o peito aberto e o pulso tremendo
Sou e aviso
Manual prático de como perder
Vou com os dentes cerrados
Com a verdade como estilhaço
Se querem meu medo
Que procurem embaixo da poeira das minhas batalhas
E quando eu cair que seja pra dentro pra não dar o gosto de me ver dobrar
Aprendi a viver com o pulso em guerra
E a não pedir permissão pra respirar
Pra respirar
Pra respirar
Tenho o coração cheio de merda e de flores
Me sangra a risada
Me sobram os medos
Me chamo problema
Me chamam desastre
Eu me chamo livre, mesmo que doa e arraste
Tenho palavras que vão direto pro pulmão
Me fiz imortal pra durar dois rounds
E eterno na vontade de não ser perdão
Não me salvei, mas sigo de pé
Com mais cicatrizes que fé
Se tudo se quebra, que quebre comigo
Porque eu já nasci do avesso
Que não fui exemplo
Mas fui verdade
Fui tempestade, fui barulho, fui fome de mais
Então quando falarem
Que falem do vento
Porque eu já escolhi não calar
Vou com o peito marcando o caminho
Mesmo que doa
Mesmo que queime
Mesmo que tenha que arder pra respirar
E que não me peçam silêncio aqueles que nunca disseram nada
E me deem lições de vida aqueles que não saíram
Os que olham a vida de trás
Os que se escondem pra não sangrar
Não quero um trono de merda
Nem um céu com regras
Nem que me perdoem por ser como sou
Que escrevam meu nome com barulho e com sangue
E quando apagar
E o corpo já não quiser gritar
Que fique minha voz dando guerra no ar
Dizendo que não se vive pela metade
Que não se sonha sem risco
Que não me troquem o pulso por calma
Nem a verdade por se encaixar
Se vim quebrado foi pra quebrar muros
Não pra aprender a obedecer e calar
Então brindo mais uma vez pela minha ruína
Pela minha forma torta de amar
Se eu me perder que seja no fogo
Mas nunca em deixar de lutar
E se esse mundo não foi feito pra mim
Eu também não nasci pra me encaixar
Mesmo que tenha que arder
Mesmo que tenha que arder
Mesmo que tenha que arder
Pra respirar
Pra respirar
Pra respirar
Pra respirar
Pra respirar