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Corre, corre...

LOCURA POÉTICA

Corre, corre...

La noche se está cayendo
Y con ella cae el tiempo
En el barrio del infierno
La muerte va buscando empleo

Corre, corre
Corre, corre

Se me nota en la mirada
Que llevo días sin dormir
Las paredes me vigilan
Cuando intento resistir

Que no he aprendido a rendirme
Que tengo la Luna en los ojos
Y el veneno en la sangre

Subo tan alto en un segundo
Que parece que puedo volar

Corre, corre
Corre, corre

La ciudad sigue dormida
Mientras yo peleo conmigo
Y cuando el Sol me alcanza
Yo ya estoy roto otra vez

Pero luego viene noches
Que no caben en mi piel
Y la vida se te escurre sin saber como volver
Porque esto no es poesía
Ni un juego para olvidar
Es la guerra de uno mismo
Cuando quiere respirar

Corre, corre
Corre, corre

Las voces que no escucho gritan en mi cabeza
Y aunque quiera escapar
Siempre vuelvo al mismo juego

El barrio no tiene cielo
Solo humo y promesas rotas
Y yo, caminando entre sombras
Mientras mi alma se agota

Porque esto no es un juego
Ni un escape divertido
Es mirar al abismo
Y decidir seguir vivo
Seguir vivo, vivo

Corre, corre
Corre, corre

Y aunque el mundo me empuje
Al borde del precipicio
Yo sigo respirando
Aunque todo este maldito

Cada noche que me rompe
Cada sombra que me llama
Solo me recuerda que sigo aquí
Que sigo en la trama

Cuando la ciudad despierte
Y los muertos vuelvan a hablar
Yo seguiré caminando
Sin dejar de luchar
Porque vivir no es fácil
Pero rendirse no es opción
Cada latido que queda
Es mi última rebelión

Corre, corre
Corre, corre

Corre, corre...

A noite tá caindo
E com ela o tempo também
No bairro do inferno
A morte tá procurando emprego

Corre, corre
Corre, corre

Dá pra ver na minha cara
Que faz dias que não durmo
As paredes tão me vigiando
Quando tento resistir

Que eu não aprendi a me render
Que eu tenho a Lua nos olhos
E veneno nas veias

Subo tão alto em um segundo
Que parece que posso voar

Corre, corre
Corre, corre

A cidade continua dormindo
Enquanto eu brigo comigo mesmo
E quando o Sol me alcança
Eu já tô quebrado de novo

Mas depois vêm noites
Que não cabem na minha pele
E a vida escorrega sem saber como voltar
Porque isso não é poesia
Nem um jogo pra esquecer
É a guerra de um mesmo
Quando quer respirar

Corre, corre
Corre, corre

As vozes que não escuto gritam na minha cabeça
E mesmo querendo escapar
Sempre volto pro mesmo jogo

O bairro não tem céu
Só fumaça e promessas quebradas
E eu, caminhando entre sombras
Enquanto minha alma se esgota

Porque isso não é um jogo
Nem uma fuga divertida
É olhar pro abismo
E decidir seguir vivo
Seguir vivo, vivo

Corre, corre
Corre, corre

E mesmo que o mundo me empurre
Pro beco sem saída
Eu sigo respirando
Mesmo tudo sendo uma merda

Cada noite que me quebra
Cada sombra que me chama
Só me lembra que ainda tô aqui
Que sigo na trama

Quando a cidade despertar
E os mortos voltarem a falar
Eu continuarei caminhando
Sem parar de lutar
Porque viver não é fácil
Mas se render não é opção
Cada batida que resta
É minha última rebelião

Corre, corre
Corre, corre

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez