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Dentro da Minha Cela

LOCURA POÉTICA

Dentro de mi celda

El diablo me hablaba dentro de mi celda
Su voz era filo cortando mi alma
Cuchillas en los brazos
Líneas de sangre
Como carta sin respuesta de un Dios
Que no me habla
Que no me habla

Me miraba al espejo y veía un fantasma
Ojos sin brillo
Alma en llamas

Saqué mis demonios
Los puse en los barrotes
Dije hasta aquí
Que el mundo se borre

Pero la soga crujió y me escupió la muerte
Fue un cobarde o la vida quiso retenerme
Intenté matarme
Lo hice mil veces
Pero aquí sigo
Con las venas en tregua y sin jueces

Cicatrices del infierno
Marcas en la piel
Historias que gritan que no me deje vencer
Caí mil veces, me odié, me quise matar
Pero el diablo se cansó y me dejó escapar

La muerte me besó
Esperé el túnel
Pero solo hubo sombras y vómitos

Ojos en blanco
Cuerpo en el suelo
Desperté maldiciendo el universo

Tantos intentos
Tantas noches de guerra
Donde solo mi dolor me servía de bandera
La sangre seca en la almohada
Los barrotes callados
La Luna apagada
La noche me hablaba

De ese rincón más frío
Las paredes sabían todos mis secretos

Cada grieta guardaba mis gritos inquietos
Miraba al espejo buscando a alguien vivo
Pero el reflejo parecía
Un extraño cautivo

Un corazón cansado
Golpeando despacio
Como un temblor perdido en un cuarto sin espacio

Caminé mil veces por el borde del abismo
Discutiendo con demonios nacidos de mí mismo
La Luna vigilaba detrás de los barrotes
Testigo silencioso de mis peores noches

Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah

Cicatrices del alma
Historia sin voz
Batallas que nadie peleo más que yo

Caí tantas veces que olvidé contar
La muerte pasó cerca
Rozó mi respiración

Pero el destino cerró la puerta
De esa estación
Quizá no era mi hora
De perder la guerra
Quizá aún quedaba
Algo atándome a la tierra

Ahora cargo las sombras como viejos recuerdos
No son orgullo
Pero tampoco son miedos

Y aunque el mundo a veces
Parezca prisión
Sigo aquí respirando
Con el mismo corazón

Porque el diablo me habló
Pero no me llevó
No me llevó

Dentro da Minha Cela

O diabo falava comigo dentro da minha cela
Sua voz era um corte profundo na minha alma
Lâminas nos braços
Linhas de sangue
Como uma carta sem resposta de um Deus
Que não me fala
Que não me fala

Me olhei no espelho e vi um fantasma
Olhos sem brilho
Alma em chamas

Tirei meus demônios
Os coloquei nas grades
Disse até aqui
Que o mundo se apague

Mas a corda rangeu e me cuspiu a morte
Foi covarde ou a vida quis me segurar
Tentei me matar
Fiz isso mil vezes
Mas aqui estou
Com as veias em trégua e sem juízes

Cicatrizes do inferno
Marcas na pele
Histórias que gritam para eu não me deixar vencer
Caí mil vezes, me odiei, quis me matar
Mas o diabo se cansou e me deixou escapar

A morte me beijou
Esperei o túnel
Mas só houve sombras e vômitos

Olhos em branco
Corpo no chão
Acordei amaldiçoando o universo

Tantas tentativas
Tantas noites de guerra
Onde só minha dor servia de bandeira
O sangue seco no travesseiro
As grades silenciosas
A Lua apagada
A noite me falava

Daquele canto mais frio
As paredes sabiam todos os meus segredos

Cada fissura guardava meus gritos inquietos
Olhava no espelho buscando alguém vivo
Mas o reflexo parecia
Um estranho cativo

Um coração cansado
Batendo devagar
Como um tremor perdido em um quarto sem espaço

Caminhei mil vezes na beira do abismo
Discutindo com demônios nascidos de mim mesmo
A Lua vigiava atrás das grades
Testemunha silenciosa das minhas piores noites

Ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah-ah

Cicatrizes da alma
História sem voz
Batalhas que ninguém lutou mais do que eu

Caí tantas vezes que esqueci de contar
A morte passou perto
Rasgou minha respiração

Mas o destino fechou a porta
Dessa estação
Talvez não fosse minha hora
De perder a guerra
Talvez ainda houvesse
Algo me prendendo à terra

Agora carrego as sombras como velhas memórias
Não são orgulho
Mas também não são medos

E embora o mundo às vezes
Parece prisão
Continuo aqui respirando
Com o mesmo coração

Porque o diabo me falou
Mas não me levou
Não me levou

Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez