Ejercito de Diablos
Tengo un ejército de diablos en la puta cabeza
Que dispara dudas a quemar ropa
Generales de mi sombra
Mandando sobre un cuerpo
Que ya no me obedece
Me muerden por dentro voces sin nombre
Como algo clavado en la nuca del alma
Me dicen ven, me dicen salta
Y yo me quedo quieto
Con el latido
Rompiéndose en cada golpe
Me traen a las noches
En un maldito polvo fino
Negociando con monstruos
Que llevan mi cara
Firmando treguas
Que duran segundos
Perdiendo guerras
Con mi propia alma
Hay días que no soy yo
Soy un grito atrapado en carne
Una risa
Que se rompe sola
Antes de salir del pecho
Un incendio que nadie ve
Porque arde hacia adentro
Me prometí mil veces salir de esta jaula
Pero siempre hay algo que tira hacia abajo
Y luego me hunde más hondo
Dejándome seco, vacío, temblando en lo que queda
Y luego me deja tirado
En medio de mí mismo
Se me enreda el juicio entre las mierdas
De un pensamiento que no descansa
Y la cordura se me escapa
Por las grietas de una mente loca
Voy dando tumbos
Por dentro
Sin nadie que ponga orden
Como un ciclo enfermo
Que no sabe terminar
Como si llevara adentro
Un enemigo
Que no se cansa
No hay silencio
Ni un puto segundo de calma
Solo ruido apretando fuerte
Dando vueltas como un loco
Sin saber cómo salir
Hasta hacerme trizas por dentro
Reventando cada intento
De parecer normal
Y vuelvo a caer en lo mismo
Una y otra vez
Como si no aprendiera nunca
Como si joderme fuera
Lo único que sé hacer bien
Y me quedo ahí
Mirando como todo se hunde
Sin fuerza, sin ganas
Sin saber si quiero salir
O quedarme, o desaparecer
Y si hay algo al final de todo esto
No lo veo
No lo siento
No lo creo
Solo sigo aquí
Aguantando el golpe
De seguir siendo yo
Exército de Demônios
Tenho um exército de demônios na cabeça
Que dispara dúvidas a queimar roupa
Generais da minha sombra
Mandando sobre um corpo
Que já não me obedece
Me mordem por dentro vozes sem nome
Como algo cravado na nuca da alma
Me dizem vem, me dizem salta
E eu fico parado
Com o coração
Se quebrando a cada golpe
Me trazem para as noites
Em um maldito pó fino
Negociando com monstros
Que têm meu rosto
Firmando trégua
Que dura segundos
Perdendo guerras
Com minha própria alma
Tem dias que não sou eu
Sou um grito preso na carne
Uma risada
Que se quebra sozinha
Antes de sair do peito
Um incêndio que ninguém vê
Porque arde pra dentro
Prometi mil vezes sair dessa jaula
Mas sempre tem algo que puxa pra baixo
E depois me afunda mais fundo
Deixando-me seco, vazio, tremendo no que sobrou
E depois me deixa jogado
No meio de mim mesmo
Se me enrosca o juízo entre as merdas
De um pensamento que não descansa
E a sanidade me escapa
Pelas fendas de uma mente louca
Vou dando tumbos
Por dentro
Sem ninguém que coloque ordem
Como um ciclo doente
Que não sabe terminar
Como se carregasse dentro
Um inimigo
Que não se cansa
Não há silêncio
Nem um puto segundo de calma
Só barulho apertando forte
Dando voltas como um louco
Sem saber como sair
Até me despedaçar por dentro
Estourando cada tentativa
De parecer normal
E volto a cair na mesma
Uma e outra vez
Como se nunca aprendesse
Como se me ferrar fosse
A única coisa que sei fazer bem
E fico ali
Olhando como tudo se afunda
Sem força, sem vontade
Sem saber se quero sair
Ou ficar, ou desaparecer
E se há algo no final de tudo isso
Não vejo
Não sinto
Não acredito
Só sigo aqui
Aguentando o golpe
De continuar sendo eu