El Impulso Pide Guerra
Me levanto con el cuerpo pidiendo guerra
Y la cabeza diciendo que no
Tengo la mente llena de excusas
Y la conciencia con resaca de voz
Me dejo caer donde caen los cobardes
Donde el pulso se aprende a mentir
No es que me falte valor para irme
Es que contigo me olvido de huir
Me dijiste, confía, yo cuido
Y ahora no sé ni cuidarme yo
Tengo el pulso firmando sentencias
Cada vez que te digo que no
Te busco sin ganas, te encuentro de sobra
Siempre apareces cuando digo no
Me estás comiendo despacio los días
Ya no sé si me duele el cuerpo
O es el alma pidiendo auxilio de no
Anoche volví a caer en tu silencio
En esa esquina donde el alma se rompe
Llegaste despacio
Como quien no hace ruido
Rompiéndolo todo
Haciéndome un lío
Al principio eras fuego que calentaba el frío
Una caricia falsa que parecía hogar
Yo no entendía por qué al cerrar los ojos
Todo lo demás
Dejaba de importar
Busqué tu reflejo
En madrugadas que no quieren morir
Y atadas a un sueño que no sabe huir
Anoche volví a caer en tu silencio
Y al despertar
Juré no volver más
Me hablo solo
Cuando el mundo se calla
Le discuto a la Luna si existe Dios
Tengo la sangre
Aprendiendo a escaparse
Por las rendijas rotas de mi razón
Te encontré donde no crecen los nombres
Donde el tiempo se sienta a fumar
Me dijiste no duele si no lo piensas
Y yo dejé de pensar
Quería salvarme del todo
Solo dejar de sentir este ruido
Pero me enseñaste que hay silencios
Que gritan más fuerte que el dolor vivo
Y ahora ya no sueño con mañanas
Solo con no tener que despertar
Tengo el cuerpo lleno de promesas
Que se rompen antes de empezar
No me hables de luz ni de salidas
No me vendas miedo ni perdón
Hay cárceles que no tienen puertas
Porque el preso cuida la prisión
Si me ves reír
No te lo creas
Es solo el pulso pidiendo más
No es que quiera morir del todo
Es que vivir así duele igual
Y cuando todo quede en silencio
Y no me oigas volver a llamar
No fue la noche
Ni fue el destino
Fui yo dejándome quedar
Fui yo dejándome quedar
Fui yo dejándome quedar
Fui yo dejándome quedar
O Impulso Pede Guerra
Me levanto com o corpo pedindo guerra
E a cabeça dizendo que não
Tenho a mente cheia de desculpas
E a consciência com ressaca de voz
Me deixo cair onde caem os covardes
Onde o pulso aprende a mentir
Não é que me falte coragem pra ir embora
É que contigo eu esqueço de fugir
Você me disse, confia, eu cuido
E agora nem sei cuidar de mim
Tenho o pulso assinando sentenças
Toda vez que te digo que não
Te procuro sem vontade, te encontro de sobra
Sempre aparece quando digo não
Você está devorando meus dias devagar
Já não sei se dói o corpo
Ou se é a alma pedindo socorro de não
Ontem à noite voltei a cair no seu silêncio
Naquela esquina onde a alma se quebra
Você chegou devagar
Como quem não faz barulho
Quebrando tudo
Me deixando em confusão
No começo você era fogo que aquecia o frio
Uma carícia falsa que parecia lar
Eu não entendia por que ao fechar os olhos
Todo o resto
Deixava de importar
Busquei seu reflexo
Em madrugadas que não querem morrer
E atadas a um sonho que não sabe fugir
Ontem à noite voltei a cair no seu silêncio
E ao acordar
Jurei não voltar mais
Falo sozinho
Quando o mundo se cala
Discuto com a Lua se Deus existe
Tenho o sangue
Aprendendo a escapar
Pelas frestas quebradas da minha razão
Te encontrei onde não crescem os nomes
Onde o tempo se senta pra fumar
Você me disse que não dói se não pensar
E eu parei de pensar
Queria me salvar por completo
Só parar de sentir esse barulho
Mas você me ensinou que há silêncios
Que gritam mais forte que a dor viva
E agora já não sonho com manhãs
Só com não ter que acordar
Tenho o corpo cheio de promessas
Que se quebram antes de começar
Não me fale de luz nem de saídas
Não me venda medo nem perdão
Há prisões que não têm portas
Porque o preso cuida da prisão
Se me vê rir
Não acredite
É só o pulso pedindo mais
Não é que eu queira morrer de vez
É que viver assim dói igual
E quando tudo ficar em silêncio
E você não me ouvir voltar a chamar
Não foi a noite
Nem foi o destino
Fui eu me deixando ficar
Fui eu me deixando ficar
Fui eu me deixando ficar
Fui eu me deixando ficar
Composição: Jaime Jose Cerda Fernandez